Governo deve anunciar novas medidas econômicas ainda este ano

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira (12), durante almoço anual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), na capital paulista, que o governo está terminando de estruturar novas medidas econômicas a serem anunciadas ainda este ano, mas não deu detalhes.
Segundo o ministro, na medida em que os gastos do governo comecem a cair, atingindo padrões sustentáveis, a produtividade nacional vai aumentar. “Isso vai permitir que população invista, consuma e cresça. Portanto estamos caminhando para maior equilíbrio da economia, só que isso tem que ser complementado por uma série de medidas. O foco principal será o aumento da produtividade em todas as áreas visando tornar os processos das empresas mais ágeis, fáceis e seguros.”
O titular da Fazenda voltou a defender a necessidade de corte nos gastos públicos e reequilíbrio fiscal para que a sustentabilidade econômica volte a padrões normais e passe a atrair investidores e a gerar confiança no país. “Nos últimos dez anos, a despesa pública subiu para quase 20% do PIB, portanto tivemos que verificar a questão estrutural, coisa que não se muda de uma hora para a outra.”
Meirelles destacou que o crédito não será estimulado como ocorreu nos últimos anos e que o governo não repetirá nenhuma medida que não tenha dado certo anteriormente, como subsídios e o que ele chamou de “estímulos artificiais que aumentam o déficit”.
“Uma das causas que estão fazendo a retomada demorar são justamente esses incentivos que foram dados para setores industriais para aumentarem muito sua capacidade, acima do que seria uma previsão realista”, criticou.
O ministro disse não acreditar que os vazamentos das delações premiadas da Operação Lava Jato, que citam diversos nomes do governo, possam atrapalhar o desempenho do pacote de medidas econômicas a ser anunciado em breve. “Do nosso ponto de vista, a agenda econômica segue normalmente. O mais importante é exatamente a aprovação da PEC que estabelece o teto para o crescimento das despesas públicas. A agenda econômica segue independentemente de dificuldades políticas”, analisou.








