Empresas buscam alternativas para reduzir produção de novas embalagens

Vale Fértil troca embalagens vazias por um pote de azeitona.

Atualmente, um terço do lixo doméstico é composto por embalagens, sendo que cerca de 80% delas são descartadas após usadas apenas uma vez. Dados do Ministério do Meio Ambiente em parceria com o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) na publicação “Manual de Educação – Consumo Sustentável”também apontam que 25 mil toneladas de embalagens usadas vão parar todos os dias nos depósitos de lixo. Separando por tipos, as embalagens de plástico totalizam 35% do total, e as de vidro, cerca de 8%. Os dados são do Estudo Macroeconômico da Embalagem, feito pela Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, divulgados em agosto de 2016.

Porém, além da quantidade de resíduos gerados apenas por embalagens, o que mais preocupa os órgãos responsáveis é a pequena quantidade que é reciclada: apenas 17,2% do plástico descartado após o consumo vão para reciclagem, enquanto que na Alemanha, líder de reciclagem na Europa, 32% de seu lixo de plástico ganham um destino sustentável. Tais números pouco expressivos no Brasil têm gerado um avanço das discussões sobre leis, resoluções e práticas voltadas à sustentabilidade, incentivando indústrias, empresas e centros comerciais a adotarem metas de reciclagem.
É o caso da Vale Fértil, por exemplo, empresa líder no segmento de azeitonas no Brasil, que há anos já investe no tratamento de seus efluentes que são gerados durante o envase de azeitonas, azeites e conservas em geral. Responsável por 17% do mercado, com comercialização de 14 milhões de quilos ao ano no Brasil, acaba de lançar uma campanha para reduzir o resíduo gerado pelas embalagens dos produtos produzidos para abastecer Curitiba e Região Metropolitana. Válida somente para estas localidades, a ação consiste na troca de cinco embalagens vazias de qualquer produto da marca por um pote de azeitonas verdes de 360g. Para isso, basta o consumidor entrar no site – www.valefertil.com.br – preencher alguns dados e aguardar a entrega e coleta em casa.

Atualmente, para abastecer Curitiba e RMC, a empresa utiliza 5 toneladas de filme plástico e 12 milhões de unidades de vidro por ano. O objetivo da ação, de acordo com Marcelino Vidal, diretor-comercial da Vale Fértil, é reduzir esses números em cerca de 15%. “As embalagens irão direto para uma empresa de reciclagem. Reconhecemos a importância de iniciativas ambientais em benefício ao meio ambiente, além do aumento da credibilidade e valorização da nossa marca”, acredita Vidal. Com fábricas em Mendoza, San Juan e Aimogasta, na Argentina, e São José dos Pinhais, no Paraná, a Vale Fértil ainda projeta um crescimento de 10% até o final de 2017.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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