Seminário discute geração de energia distribuída no Brasil

O sócio-coordenador do Departamento Tributário da Andersen Ballão Advocacia, Monroe Olsen, e o sócio-coordenador do Departamento de Direito Público, Rafael Filippin participam nesta quarta-feira (19) do Seminário Técnico sobre Geração de Energia Distribuída, que será realizado em São Paulo. O evento promovido pela Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás) reunirá especialistas do setor de energia, que apresentarão dados sobre o setor e o cenário de geração distribuída no Brasil e no mundo.

Durante o seminário, Olsen, que é membro do Conselho Fiscal da Abiogás, aboradará aspectos jurídico-tributários do biogás e biometano. “O nascimento de novas tecnologias e o consequente crescimento de diferentes setores da economia trazem diversas inseguranças aos governos federal, estaduais e municipais e aos empreendedores que pretendem adotá-las em seus negócios. Nesse sentido, podemos ter conflitos de competências entre os entes da federação para regulação de determinadas atividades, sejam elas sujeitas aos controles ambientais, comerciais, concorrenciais ou até mesmo tributários, como também conflitos para atração de novos investimentos mediante renúncia fiscal”, afirma.

De acordo com o advogado, doutor em Meio Ambiente e Desenvolvimento, Rafael Filippin, o mercado de energia é altamente regulado, com padrões ambientais a cumprir e desafios econômicos locais, regionais e nacionais e, por isso, torna-se imprescindível que a iniciativa privada aproveite essa oportunidade da geração distribuída e passe a competir nesse mercado de forma sustentável. “O Poder Público está emitindo novas regulações sobre o assunto, cujo objetivo é criar segurança jurídica para os investimentos mas, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida da comunidade”, diz.

Filippin reforça que, seja sob a forma de um plano nacional, ou ainda de leis estaduais e municipais, contendo regras de licenciamento ambiental, de fomento e de benefícios fiscais para as inovações derivadas do biogás e biometano, o fato é que novas normas estão entrando em vigor, mas é preciso ter cuidado para que não engessem a inovação e muito menos tragam desequilíbrio concorrencial.

“O importante a ser discutido e colocado em prática é uma política que leve em consideração as experiências de outros países devidamente adaptadas às diferentes realidades regionais brasileiras, simplificando as complexidades tributárias que geram tamanha insegurança jurídica. Enfim, estamos no momento de simplificar e incentivar um novo segmento altamente inovador e sustentável de energias renováveis, com potencial para atração de novos investimentos e, principalmente, de geração de renda às populações e com vantagens ambientais”, conclui Olsen.

Vale destacar que desde 2012, quando a Resolução Normativa da ANEEL nº 482/2012 entrou em vigor, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada, como o biogás, e ainda pode fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Segundo a Aneel, estima-se que no ano de 2024 mais de 1,2 milhão de consumidores passarão a produzir sua própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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