Aumenta o número de empresas colocadas à venda, mas é preciso que os empresários saibam o momento certo para realizar a negociação

O número de transações envolvendo a venda de empresas brasileiras vem aumentando há quase uma década. Por ano, segundo pesquisa da consultoria PwC, são realizadas, em média, 800 transações. Entre os motivos apontados pelos empresários para venderem seus negócios estão a aposentadoria, oportunidade para mudar de setor ou de cidade, troca de sócios e problemas de saúde. Aliás, este último item é considerado o mais preocupante e triste para o empresário. A comercialização, neste caso, acontece de forma mais rápida, já que o tempo é o maior empecilho para se desfazer da empresa.

Para não haver frustrações durante uma negociação de venda por conta de erros simples, o empresário deve ficar atento a alguns detalhes. O primeiro deles é achar o momento “perfeito” para buscar uma transação e fechar um bom negócio. E isso acontece quando se percebe que o fundador não é um bom gestor e sente a necessidade de ter um sócio estratégico para fechar novos acordos ou que eventualmente lidere a parte administrativa. Ou então quando precisa de dinheiro para crescer e se tornar mais competitivo pelo mercado. Nessas condições o tempo é inimigo, já que as vantagens em uma negociação vão diminuindo cada vez mais.

No tocante às condições de mercado em relação ao ambiente externo, alguns fatores devem ser analisados. Uma boa situação econômica e política, por exemplo, gera estabilidade e confiança a ponto de favorecer transações e bons preços. Já a queda de um presidente gera insegurança e falta de liquidez no mercado, prejudicando os negócios.

Outro fator que deve ser considerado são os números recentes da empresa. Se o comprador tiver muito trabalho para reestruturar a empresa e torná-la lucrativa, isto será descontado do preço.
Por último, é preciso que o empresário esteja preparado financeiramente e emocionalmente para deixar a empresa. Se não houver convicção de que há intenção de vender e que existem condições financeiras de se manter, isso pode demonstrar que não é o momento exato para fazer a transação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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