Setor sucroenergético terá de investir US$ 31 bilhões até 2030

Fórum dos Produtores de Agroenergia reuniu especialistas do Brasil e de mais 40 países.

O setor sucroenergético terá de investir US$ 31 bilhões para que o Brasil amplie de 6% para 18% a participação dos biocombustíveis em sua matriz energética até 2030. A estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Fórum Nacional Sucroenergético mostra que o desafio é grande, e os caminhos para superá-lo foram discutidos no segundo dia da 25ª Fenasucro & Agrocana, durante os eventos de conteúdo.

Na última terça-feira (23), o destaque da Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética foi o Fórum dos Produtores de Agroenergia. Realizado pela Orplana (Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul) e Datagro, e apoiado pela Reed (organizadora da Fenasucro & Agrocana), o evento reuniu especialistas e convidados do Brasil e de mais 40 países que debateram novas tecnologias no campo, processos que geram ganhos no plantio e colheita da cana, subprodutos e políticas públicas voltadas ao setor. “Reunimos aqueles que estão na base da cadeia produtiva para mostrar ao mundo que eles têm em sua mão a solução para a produção sustentável”, destacou Plínio Nastari, presidente da Datagro.

Para o Brasil cumprir o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa assumido na COP-21 Paris (Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas), em 2015, e alcançar aos 54 bilhões de litros de etanol por ano em 2030 – dobrando a atual produção – será preciso planejamento e pesquisa. “É preciso apostar em estratégias como o uso das mudas pré-brotadas e a rotação da cana com alimentos”, disse Ismael Perina, presidente do Sindicato Rural de Jaboticabal, um dos palestrantes do Fórum.

Soluções usadas nas colheitas da Europa, principal produtor de beterraba açucareira do mundo, também foram apresentadas no evento por especialistas da França e Alemanha. A tecnologia das usinas flex, que processam cana e milho, também foi uma alternativa mostrada por produtores do Mato Grosso do Sul.

Especialistas do IAC (Instituto de Economia Agrícola), CTBE (Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol), Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo) e Socicana (Associação dos Fornecedores de Cana de Guariba) também participaram dos painéis do Fórum.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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