35% dos jovens que estão empregados pretendem empreender em algum momento de sua carreira

A Fundação Estudar, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo alavancar os estudos e a carreira de universitários e recém-formados, realizou uma pesquisa a fim de traçar um panorama sobre o jovem brasileiro e o mercado de trabalho. A partir de uma amostragem com pessoas de 18 a 34 anos, foi possível entender questões como motivação para buscar o primeiro emprego, expectativa versus realidade nessa procura – para mais de 91% dos entrevistados que não estão trabalhando, o momento atual da economia afeta a oferta de vagas -, como esse jovem se comporta diante da oferta de vagas, qual o caminho profissional almejado e o que os jovens pensam em relação a empreendedorismo.

Para a pesquisa, foram entrevistados 1.100 jovens de todo o Brasil: 63,1% são estudantes ou formados em universidades públicas, 35,5% equivalem a estudantes ou formados em universidades particulares e 1,4% ainda não iniciaram a universidade. “Esta pesquisa tem como objetivo entender qual a percepção do jovem brasileiro quanto ao mercado de trabalho nos dias de hoje, tanto do ponto de vista de quem está trabalhando quanto daqueles que não estão hoje inseridos nas empresas. Também tivemos a intenção de conhecer seus interesses profissionais e sonhos de carreira. Os resultados nos mostram que é essencial entender seus anseios, uma vez que isso afeta diretamente em fatores como retenção de talentos, turnover, engajamento e realização”, afirma Tiago Mitraud, diretor executivo da Fundação Estudar.

Jovens empregados

– Desse universo, quase 57% dos entrevistados está atualmente empregado – 36% estagiários, 20,1% analistas, 9,9% assistentes, 6,9% coordenadores, 3,5% trainees, entre outros cargos.

– A empresa na qual os jovens estão trabalhando não era a primeira opção como empregadora para 59,4% dos entrevistados, porém 65,7% se consideram felizes no cargo e na função que exercem atualmente. Independentemente disso, 29,5% pretendem permanecer mais de dois anos na empresa.

– A grande motivação para aceitarem o cargo foi a oportunidade de aprender coisas novas e desenvolver habilidades. Para mais de 68%, é possível aplicar no trabalho o que é aprendido na universidade.

– Para 71,9% dos jovens, a busca de empregos foi um momento delicado, já que eles sentiram que havia pouca disponibilidade de vagas.

Jovens não empregados

– Dos 43% que não estão empregados, mais de 13% estão em busca de um emprego há mais de um ano, porém o cenário não é animador, já que 46,2% do total não foram chamados para nenhuma entrevista no período. Em comparação, 29% do total não estão buscando uma oportunidade no momento.

– Dos jovens que não estão trabalhando atualmente, 33,4% querem focar em seus estudos e 32,1% nunca trabalharam, porém estão em busca de uma oportunidade na empresa dos sonhos.

– Nessa busca por colocação profissional, em primeiro lugar o que os jovens buscam em um emprego é a oportunidade de aprender coisas novas e desenvolver habilidades, seguido da possibilidade de crescimento e plano de carreira e, em terceiro lugar, enxergar que seu trabalho tem impacto na sociedade.

Empreendedorismo

– Quando o assunto é empreendedorismo, 35,14% dos jovens empregados dizem ter interesse em empreender em sua carreira, porém esperam uma melhora na economia, enquanto 34,66% já estão dando os primeiros passos nesse sentido.

– Somente 13,9% dos entrevistados empregados consideram a crise um forte motivo para buscar um emprego mais estável, contra 49,2% que continuam pensando em empreender como uma alternativa de carreira.

– Para os jovens empregados, as oportunidades de intraempreendedorismo, com a possibilidade de propor e executar projetos e soluções inovadoras, não são tão claras dentro das empresas. Aproximadamente 53,51% dos entrevistados não trabalharam em lugares com essas oportunidades.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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