Jorge Caldeira desconstrói mitos e clichês da história econômica brasileira em sua nova obra “Nem Céu Nem Inferno”

Jorge Caldeira profere palestra na UniBrasil, em Curitiba.

A instabilidade econômica e política do país é um assunto que perpassa diversas esferas: desde a pauta familiar até as conversas sobre negócios. O tema íntimo de grande parte dos brasileiros parece acessível e de fácil compreensão quando resumido ao “aqui e agora”. Contudo, a história admite um sistema complexo e indagador sobre qual o legado das gerações anteriores na formatação do cenário atual. Para mediar o assunto, o UniBrasil Centro Universitário recebe um dos maiores estudiosos da história econômica brasileira, Jorge Caldeira, para proferir a palestra “História Econômica do Brasil – os novos conhecimentos trazidos pela econometria” e fazer o lançamento de seu mais recente livro de ensaios, “Nem Céu Nem Inferno”, em que desconstrói mitos e clichês do pensamento histórico brasileiro.

Escritor, doutor em ciência política e mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), Caldeira foi editor da “Ilustrada” e da “Revista da Folha” (suplementos da Folha de São Paulo), editor de economia da revista IstoÉ e editor-executivo da revista Exame, editor da Revista Bravo!, consultor do Projeto Brasil 500 Anos da Rede Globo. É autor de, entre outros livros, “Mauá: empresário do Império”, “O banqueiro do sertão” e “Júlio Mesquita e seu tempo”.

“Talvez numa vertente do ‘complexo de vira-lata’, de Nelson Rodrigues, a opinião que o brasileiro costuma ter da história de seu país é geralmente derrisória e pouco relacionada com a realidade. Como se fosse preciso justificar um mal-estar com a situação presente através de pecados e omissões do passado, maiores e diversos do que foram de fato. Assim, considera-se que as instituições sempre foram frágeis e nunca funcionaram adequadamente, os órgãos de representação legislativa atuaram a reboque de um poder centralizado, durante o período colonial e mesmo no Império a economia esteve atrelada apenas aos interesses das metrópoles portuguesa e depois inglesa, não temos tradição democrática e muito menos capitalista empreendedora.

Caldeira vai contra esta vertente, não por coincidência seu livro de maior sucesso é “Mauá: empresário do Império” em que biografa o industrial empreendedor e visionário do século dezenove; em “Nem Céu Nem Inferno”, agora em lançamento, investe contra o gesso do pensamento nacional, mostrando o dinamismo e até a característica democrática das câmaras municipais brasileiras, realidade de mais de duzentos anos”, explica a educadora do UniBrasil, Wanda Camargo.

O evento integra a agenda do Projeto UniBrasil Futuro e acontece no dia 11 de setembro, às 19 horas. A entrada é livre.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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