Após cinco tentativas nasce a gigante brasileira do setor alimentício

Depois de pelo menos cinco tentativas de unificação nos últimos dez anos, finalmente se confirmou nesta terça-feira (19) a fusão das operações da Sadia e da Perdigão, dando origem á  criação da Brasil Foods (BRF). A nova empresa nasce com os apostos de décima maior empresa de alimentos das Américas, segunda maior indústria alimentícia do Brasil, ficando atrás apenas do frigoífico JBS Friboi, maior produtora e exportadora mundial de carnes processadas e terceira maior exportadora brasileira (atrás de Petrobras e da mineradora Vale). Pelo acordado, 68% do capital da nova empresa ficará com acionistas da Perdigão e 32% com acionistas da Sadia.

A nova empresa nasce com uma dívida de R$ 10 bilhões, mas a primeira ação conjunta da Brasil Foods será uma oferta pública de ações no valor estimado de R$ 4 bilhões para captar recursos que serão utilizados para a abater nas dívidas . A dívida remanescente de R$ 6 bilhões, “é confortável”, segundo o presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, ante o faturamento conjunto, que ficará na casa de R$ 30 bilhões por ano.

Para os consumidores, a grande dúvida é que sem concorrentes os preços dos produtos certamente poderão subir. Entretanto, tanto o presidente da Sadia quanto o da Perdigão tranqá¼ilizaram os consumidores, afirmando que o objetivo da fusão é melhorar a competitividade e, automaticamente, ter preços melhores.

A Brasil Foods herda os 119.588 mil funcionários das duas empresas (60.580 DA Sadia e 59.008 da Perdigão),  42 fábricas e R$ 10,7 bilhões em exportações por ano, ou cerca de 42% da produção nacional.

Conforme determinado no processo de fusão, a Perdigão muda de nome para BRF e a Sadia para HFF. Na sequência, ocorrerá a incorporação das ações da HFF pela BRF. Os Conselhos de Administração das duas empresas serão formados pelas mesmas pessoas, e o presidente de uma será co-presidente da outra, ou seja, o controle será dividido entre Nildemar Secches, presidente da Perdigão, e Luiz Fernando Furlan, presidente do Conselho da Sadia.

Soma

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