Acionistas minoritários do PR e SC se mobilizam para aderir arbitragem contra a Petrobras

Acionistas minoritários da Petrobras do Paraná e Santa Catarina começaram a se mobilizar para aderir ao processo arbitral proposto por grandes fundos de investimento contra a companhia junto à Câmara de Arbitragem do Mercado da B3 (antiga Bovespa). Até a formação do tribunal arbitral, o que se estima poderá ocorrer até o final desse mês, qualquer acionista da Petrobras pode se somar aos mais de 250 investidores que já fazem parte do processo, que pede o reconhecimento de que a companhia faltou com o dever legal de informar adequadamente o mercado, seja em função da omissão de atos de corrupção que eram de seu conhecimento, seja em virtude da divulgação de informações financeiras errôneas. Pode aderir à arbitragem qualquer pessoa física, jurídica, nacional ou estrangeira que tenha sido titular de ações da Petrobras na bolsa no período entre janeiro de 2010 e julho de 2015, independentemente da data de aquisição dessas ações ou da parcela deste período que tenha sido mantida a titularidade da mesma.

Os argumentos da arbitragem proposta perante a B3 são similares aos utilizados em processos coletivos e individuais instalados contra a companhia nos Estados Unidos. Por lá, grande parte desses processos já foi encerrada em função da celebração de acordos indenizatórios com a Petrobras que se aproximam da cifra de meio bilhão de dólares.

O escritório sediado em Curitiba, Domingues Sociedade de Advogados (DMGSA), que desde 2015 estuda essa tese, tem assessorado acionistas do Paraná e Santa Catarina na adesão à arbitragem. Segundo o advogado Gabriel Zugman, sócio do escritório e especialista em Direito Societário, o interesse dos clientes pelo tema se acentuou com a notícia dos acordos nos Estados Unidos, mas é necessário analisar caso a caso.

“Os acionistas minoritários brasileiros que adquiriram ações da Petrobras foram tão prejudicados quanto aqueles que negociaram papeis da companhia em outras praças, como por exemplo, a bolsa de Nova York. Além disso, estão sendo duplamente penalizados, pois além das perdas já sofridas, os recursos para pagamento das indenizações negociadas no exterior sairão do caixa da empresa brasileira, afetando seu valor de mercado”, explica Zugman. O prazo para adesão foi fixado em 31 de outubro porque é possível que até essa data ocorra a instalação do tribunal arbitral, com a escolha dos árbitros pelas partes. A partir daí, não é possível incluir qualquer requerente.

Os primeiros cálculos feitos por especialistas apontam que os valores das indenizações aos acionistas minoritários brasileiros podem ultrapassar a quantia de R$ 20 bilhões.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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