98% dos brasileiros têm falhas de habilidades profissionais

Uma pesquisa encomendada pela Udemy, marketplace global de ensino e aprendizagem online, destaca que 2 em cada 3 brasileiros admitem ter falhas de habilidades para enfrentar o mercado de trabalho atual nos próximos cinco anos. Na maioria, as falhas atingem mulheres mais jovens, entre 18 e 30 anos, na fase inicial da vivência profissional, com baixa renda e das regiões Norte e Nordeste. Os profissionais brasileiros lideram a lista dos países com mais percepção para as falhas em habilidades, seguido da França (81%), Estados Unidos (79%), Alemanha (74%), México (66%) e Espanha (65%).

O estudo mostra que 65% dos brasileiros se sentem afetados por essas falhas e que as habilidades mais valorizadas para conquistar melhores oportunidades são comunicação, trabalho em equipe, criatividade, atendimento aos consumidores, pensamento crítico e resolução de problemas.

Mais de 43% dos entrevistados admitem que precisam aprimorar habilidades como trabalho em equipe e soluções de problemas, enquanto 40% acreditam necessitar de mais conhecimento em liderança e gerenciamento de habilidades. Outros 36,9% consideram importante qualificar-se mais em aspectos técnicos, como códigos de programação e análise de dados.

A pesquisa também aponta que quase 90% dos brasileiros consideram o mercado de trabalho bastante competitivo. Em contrapartida, 45,7% se sentem qualificados para atender às demandas deste mercado, 37,6% se consideram acima da média e apenas 11% confiam plenamente na sua qualificação.

Na opinião de mais de 40% dos brasileiros, a localização geográfica é um fator limitador de oportunidades de trabalho e, por isso, cerca de 42% recorrem a cursos ou vídeos online para complementar o conhecimento.
“Outro ponto interessante da pesquisa é que conseguimos identificar que, devido à grande extensão do Brasil, muitos brasileiros estão procurando, por conta própria, por cursos online para conseguir qualificação e conquistar uma boa colocação”, explica o country manager da Udemy, Sérgio Agudo.

A grande maioria das pessoas pesquisadas (90%) afirma que a falta de recursos financeiros é algo que atrapalha bastante na busca por qualificação. Em seguida, os entrevistados apontam os poucos recursos tecnológicos, a dificuldade de locomoção e mobilidade urbana, o conhecimento de outro idioma, a falta de tempo e a insegurança pública como outros limitadores.

Encomendada pela Udemy, a pesquisa foi realizada pela Mind Pesquisas entre 26 de setembro e 3 de outubro de 2017. Um total de 1.002 pessoas, de 387 cidades de todos os estados brasileiros, foram entrevistadas. A totalidade de entrevistados é composta de pessoas empregadas em regime integral, em diversas áreas, de forma que o resultado pudesse refletir a diversidade do mercado de trabalho local. A margem de erro é de 3,1% para mais ou para menos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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