Muitos empreendedores não conseguem colocar em prática suas ideias de negócios porque se abastecem apenas de um combustível

Rodrigo Mancini

Entre os maiores questionamentos e frustrações dos empreendedores está no fato de não conseguirem colocar em prática suas ideias de negócio. Para o empresário e doutor em geografia econômica, Rodrigo Mancini, isso ocorre por que os empreendedores se abastecem com apenas um combustível, ou seja, adotam sempre as mesmas medidas, quando o ideal para traçar uma rota para a concretização das ideias e projetos, obrigatoriamente passa por três “combustíveis”, ou etapas. Aliás este é o segredo dos grandes empreendedores.

Mas, afinal de contas quais são esses três combustíveis? O primeiro é o motivacional. Quando há motivação surgem novas ideias, os relacionamentos melhoram e se consegue lidar melhor com os problemas. O segundo combustível é o educacional. Aliás, segundo Rodrigo Mancini, o educacional tem um grau de importância maior que o motivacional. Ao se abastecer da educação, os empresários adquirem informações e conhecimentos para elaboração do plano de negócios, viabilidade econômica e financeira, fluxo de caixa do projeto, legislações, técnicas, processos, dentre outros.

Com isso, se consegue calcular o risco, dominar o funcionamento da empresa e, o mais importante, se o capital próprio será suficiente ou se precisará de investidores ou sócios, explica o economista.
A verdade é que ninguém investe em sonhos. É preciso viabilidade técnica e econômica. “Ter apenas ideias e conhecimentos superficiais sobre o negócio, compromete as chances de implantação do projeto”, alerta Mancini.

Já o terceiro combustível para colocar em prática uma ideia de negócio é a experiência. É a continuação do processo de aprendizagem, mas agora focado na prática. É a construção de parcerias, a busca pelo investidor ou mesmo, na melhor das hipóteses, a execução de uma etapa “piloto” do projeto.

Por mais que o sonho do empreendedor seja grande, e deve ser, iniciar este sonho pequeno é também uma estratégia inteligente, pois se adquire experiência. E isso serve para qualquer atividade. Os Beatles, por exemplo, na época em que começaram a estourar, já haviam se apresentado ao vivo por 1.200 vezes no período de um ano e meio. E foi esta a experiência, que fez com que eles se destacassem dos demais grupos de rock.

Por isso, é fundamental que os empreendedores prestem muita atenção onde estão se abastecendo e concentrando os seus esforços. Se estão há muito tempo somente na esfera motivacional, pode sinalizar algum perigo, considerando que o conteúdo é sedutor e viciante. E aí eu pergunto aos empresários: quantos livros, eventos e demais produtos ou serviços motivacionais e educacionais vocês estão consumido? Estão assistindo mais vídeos motivacionais ou educacionais e técnicos, como tutoriais e cursos online, por exemplo?

Se a maioria das respostas foi motivacional, muito provavelmente este seja o motivo pelo qual os projetos não estão saindo do papel. É claro que combustível motivacional é importante, mas o problema é dar prioridade a ele em detrimento do conhecimento técnico, educacional e experiencial. O segredo, portanto, é variar para emplacar a ideia ou projeto, conclui Rodrigo Mancini.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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