Lojas físicas não estão com os dias contatos, mas varejo tem que se transformar e apresentar novas experiências de consumo

A revolução digital vem obrigando o varejo a mudar e a rever a estrutura das lojas. Isso significa que com o crescimento cada vez mais acelerado do comércio eletrônico as lojas físicas não vão acabar, mas precisam ser diferentes. As transformações começam pela experiência de consumo, que na maioria dos estabelecimentos comerciais é a mesma de praticamente um século atrás.
Eu conversei com o empresário Marcos Camargo, diretor Comercial da rede de lojas MM, e ele me disse que as lojas físicas não estão com os dias contados, mas diante da virada digital que está ocorrendo, as lojas podem ser comparadas aquele antigo pretinho básico, que nunca sai da moda, mas de vez em quando precisa de adaptações.
E foi pensando na revolução digital, que a rede MM, que completa este ano 40 anos, está investindo R$ 25 milhões em tecnologia para a modernização das mais de 190 lojas e processos dentro do seu laboratório de inovação, o MMLabs. Marcos Camargo me informou que a rede está adaptando as lojas ao novo tipo de consumidor, que hoje é mais bem informado e acima de tudo exigente. Por sua vez, os vendedores precisam ser mais treinados e preparados.
E saindo à frente da concorrência, a rede MM está colocando à disposição dos consumidores do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul uma nova ferramenta, que permite que o consumidor após fazer uma compra pelo seu smartphone por meio de um aplicativo disponível nos sistemas Android e iOS, retire a mercadoria imediatamente na loja mais próxima. Desta forma, o consumidor não precisa esperar até uma semana para ter o produto em suas mãos e também não pagará o frete. A inovação também permite outras duas funcionalidades, que são o acesso à chamada prateleira infinita, quando o cliente está dentro da loja física e não encontra o produto desejado, mas pode adquiri-lo via e-commerce; além da alternativa de consultar a loja mais próxima com o produto disponível para compra via geolocalização.

Marcos Camargo me explicou que através deste conceito, todas as lojas da rede estão se transformando em minicentros de distribuição, o que traz uma diferença competitiva muito grande no mercado nacional quando se fala em agilidade e em redução de custos. Outra novidade permitida pelo aplicativo desenvolvido pela startup curitibana Neomode, em parceria com o MMLabs, é que o vendedor da loja física que fizer a entrega do produto ao consumidor que comprou via aplicativo, receberá comissão, como se fosse ele quem tivesse feito a venda.
A superintendente da rede de lojas MM , Juliana Pauliki Michalowski, me adiantou que o aplicativo ajudará a aumentar as vendas, e, consequentemente, o faturamento, que deverá atingir a casa de R$ 1 bilhão em 2020. Este ano, mesmo com o mercado retraído, a rede paranaense deverá faturar R$ 750 milhões. Ainda de acordo com Juliana, o aplicativo também será um sinalizador de cidades para abertura de novas lojas. A rede, que conta hoje com mais de 190 lojas, já mapeou 70 novas cidades, sendo 50 no Paraná, para instalar novas unidades físicas.
O diretor Comercial da MM reconhece que embora a rede tenha uma grande força na região e seja líder no Paraná, é difícil lutar com os gigantes do varejo brasileiro. Neste sentido, a rede MM procura vender com rentabilidade, experimentando um crescimento racional e visando acima de tudo a sua solidez.








