Empresários paranaenses debatem competitividade dos negócios e temem futuro do País

Cerca de 200 empresários e executivos paranaenses debateram nesta quinta-feira (27) os fatores internos e externos ligados à economia e à política que mais têm afetado a competitividade das empresas nacionais, durante o Fórum +Competitividade Brasil, realizado pela Câmara Americana de Comércio, a Amcham de Curitiba.
Eu conversei com o economista e cientista político e também professor da Universidade Columbia (EUA), Marcos Troyjo (foto), que foi um dos palestrantes do evento, e ele me disse que, lamentavelmente, o Brasil está em compasso de espera, ou seja, é como um botão de pausa esperando para ser acionado e poder recomeçar a partir de 1º de janeiro de 2019.
Ele alerta que o Brasil já teve inúmeras oportunidades para desenvolver sua economia e obter papel de destaque no comércio internacional, mas acabou desperdiçando a maioria das chances. E isso aconteceu por que não realizou as reformas estruturais que tornassem o País mais atraente aos investidores estrangeiros, que dispõem de grandes recursos para aplicar em países emergentes.
Uma dessas oportunidades perdidas, segundo Marcos Troyjo, aconteceu no governo Lula, período no qual as commodities agrícolas viveram um momento favorável, mas o petista preferiu adotar políticas populistas e protecionistas que afastaram os grandes investimentos. Agora, segundo o economista o mundo está dando uma nova chance ao Brasil, mas o País não pode eleger um presidente que defenda o nacional-desenvolvimentismo, o protecionismo e o consumo, como alternativa para crescer, como é o caso do PT, PCdoB, PSol e até mesmo Ciro Gomes.
Troyjo, que é um dos mais requisitados cientistas políticos do Brasil no exterior, me disse que o mundo está, mais uma vez, dando uma chance para o Brasil. O que poderia ser negativo, como a guerra comercial, nos dará oportunidades para novos negócios. Ele reconhece que não estamos entrando num dia de sol perfeito, mas temos boas chances de crescer no comércio internacional e alavancar nossa economia. O economista lembra que já tivemos várias oportunidades e perdemos quase todas. Mas, agora, não podemos perder uma nova chance. O novo presidente terá que tomar medidas drásticas. Só para se ter uma ideia, no acumulado dos últimos cinco anos ficamos entre 9% e 10% mais pobres e isso é um dado gravíssimo.
O economista chama a atenção para o fato de que o Brasil está preso numa caverna e precisa se libertar o mais rápido possível para que possa sobreviver. E isso inclui a adoção de reformas estruturais e fiscal, a redução do papel do estado na economia e a diminuição da dívida pública.
Por fim, Marcos Troyjo ressalta que o programa econômico do economista Paulo Guedes, faz com que o candidato Jair Bolsonaro ganhe a preferência dos empresários e executivos. Entretanto, caso o candidato do PT saia vencedor, o cenário ficará complicado e o País passará por quatro estelionatos e viverá numa montanha russa.








