Com uma dose de otimismo, executivos financeiros de empresas paranaenses já começam o planejamento visando a retomada do crescimento econômico
Os executivos de finanças de empresas paranaenses estão otimistas com a definição do quadro político para os próximos quatro anos e neste período de transição até a posse do novo presidente da República já começam a definir o planejamento que será seguido a partir de janeiro.
Eu conversei nesta terça-feira (30) com o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná, Claudio Lubacher (foto), e ele me disse que embora o momento atual ainda seja de transição, o ponto positivo é que já passou a parte especulativa e o mercado agora pode trabalhar de uma forma mais direta. O presidente do Ibef do Paraná entende que o mercado e as empresas passam a ter uma condição de tranquilidade para planejar melhor o futuro e, principalmente, os investimentos que certamente retornarão a partir de 2019. Na sua avaliação, até agora os planejamentos empresariais se deram de forma bastante conservadora, mas a partir de agora é possível planejar prevendo a retomada do crescimento.
Claudio Lubacher faz questão de destacar que os dois primeiros anos do Governo Bolsonaro ainda serão difíceis e todos devem estar conscientes que o processo econômico deve ser estruturado de forma sistemática e que não haverá milagres. Aliás, segundo o executivo, o único milagre é o trabalho.
Eu perguntei ao presidente do Ibef do Paraná sobre como está o caixa das empresas, e ele me informou que há dinheiro para os investimentos necessários visando a retomada do crescimento econômico. Segundo Lubacher, as empresas de uma forma geral fizeram a lição de casa, se reestruturaram, apostaram numa gestão sólida, e é claro que sentiram a retração do mercado. Entretanto, elas têm liquidez suficiente para bancar os novos investimentos.
Para 2019, os executivos financeiros do Paraná estão prevendo um crescimento do PIB de 2,5%. O mais importante, é que este crescimento vai se dar através da indústria, que passará a produzir mais e como consequência, o comércio e o setor de serviços serão beneficiados.
Quanto ao câmbio, o presidente do Ibef do Paraná me adiantou que o mercado está projetando para o ano que vem uma taxa na casa de R$ 3,50, sendo que para os mais otimistas a previsão é de que a cotação possa cair até R$ 3,20. Já numa visão mais pessimista, a cotação máxima do dólar poderá atingir R$ 3,70.
No caso dos juros, os executivos financeiros também acreditam que há espaço para uma nova queda, mas tudo dependerá da postura do novo ministro da Economia.
Por fim, o presidente do Ibef do Paraná me disse que o desemprego, que atingiu índices recordes nos últimos anos, irá diminuir, porém de forma lenta. Segundo Lubacher, tivemos uma década perdida e seria muita presunção recuperar tudo em apenas um ano.


