Incapacidade crescente de talentos e produtividade fraca aumentam a pressão no mercado de trabalho

Incapacidade crescente de talentos e produtividade fraca aumentam a pressão no mercado de trabalho

Embora o crescimento econômico global deva manter seu ímpeto nos próximos 12 meses, não está gerando uma melhora correspondente na produtividade do trabalho ou no crescimento dos salários, de acordo com a sétima edição do Hays Global Skills Index (‘the Index’), um relatório publicado pela Hays, líder mundial em recrutamento, em colaboração com a Oxford Economics.

O relatório deste ano – intitulado “Investir nas habilidades de amanhã”; Evitando uma crise de habilidades em espiral – examina os mercados de emprego profissional em 33 países e mede a capacidade das empresas de acessar trabalhadores qualificados, fornecendo uma visão única sobre a saúde do mercado de trabalho global.

A pontuação do Índice Geral deste ano aumentou ligeiramente de 5,3 para 5,4, sugerindo que o mercado de trabalho global tem estado sob maior pressão no ano passado. A pontuação do Índice Geral é um agregado dos sete principais indicadores em todos os 33 mercados pesquisados. No entanto, um movimento sutil na pontuação do Índice Geral geralmente esconde uma riqueza de insights e informações no nível de um país individual.

O Índice revelou que o principal fator por trás desse aperto é o crescente descompasso entre as habilidades que os trabalhadores possuem e aquelas exigidas pelos empregadores. Esta tendência foi observada em quase metade dos mercados avaliados (16 de 33) e é realçada por um número crescente de vagas de emprego abertas associadas a uma taxa mais elevada de desemprego de longa duração, com os maiores aumentos vindos da Europa (mais notavelmente Áustria, França e Bélgica).

O Índice também destaca os prejuízos econômicos causados pelo “quebra-cabeça global de produtividade”, que viu os níveis de produtividade do trabalho em todo o mundo desde a crise financeira de uma década atrás. A pesquisa indicou que muitos países da Europa, do Oriente Médio e das Américas estão presos em uma armadilha de baixo crescimento, em que o fraco crescimento da produtividade levou à redução do investimento em mão de obra e capital, enfraquecendo ainda mais os níveis gerais de produtividade. O mais preocupante é que essa estagnação pode ser parte de uma tendência de longo prazo; o resultado de forças macroeconômicas, como o envelhecimento da população; uma desaceleração no comércio global; e redução do investimento em educação e treinamento.

Finalmente, os dados também apresentaram um padrão de redução das diferenças salariais entre empregos menos qualificados e ocupações de maior qualificação, que podem servir para reduzir os níveis de desigualdade salarial globalmente. A pesquisa também mostrou, em todos os mercados cobertos pelo relatório, que as disparidades salariais entre homens e mulheres persistem. Também revelou que as mulheres são menos propensas a participar do mercado de trabalho do que os homens e, quando o fazem, são menos propensas a encontrar emprego qualificado.

O ambiente de trabalho que muda rapidamente levou a força de trabalho global a não desenvolver as habilidades necessárias para preencher os papéis de hoje. Para colmatar esta lacuna, os programas de educação e treinamento on-the-job precisam ser priorizados; baixas taxas de juros e economia global estável precisam ser utilizadas para aumentar o investimento em tecnologia e infraestrutura para ajudar a aumentar a produtividade; e a diversidade de todas as formas deve ser promovida. Isso pode permitir que as empresas aumentem a produtividade e capacitem os trabalhadores em todo o mundo para manter empregos de boa qualidade e impulsionar o crescimento dos salários.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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