Estudos revelam que rotatividade em cargos C-Level gira em torno de 30%

Estudos revelam que rotatividade em cargos C-Level gira em torno de 30%

81% das empresas brasileiras relatam dificuldade para preencher posições de liderança

Levantamento da Consultoria LHH intitulado “O Futuro da Liderança: 2025-2030”, identificou lacunas recorrentes de liderança que afetam a continuidade estratégica da organização. O e-book, que reúne os estudos, revelou também que 30% dos casos globais de Executive on Demand estão associados a transições de liderança, reforçando a legitimidade desse tema como pauta prioritária para as companhias em todo o mundo.

Fernanda Baldivia, Head Interim Management da LHH Brasil da LHH Brasil, destaca que, segundo o levantamento, no Brasil,81% das empresas relatam dificuldade para preencher posições de liderança ou consideradas críticas, em setores como tecnologia e finanças. Já a busca por flexibilidade leva 27% dos profissionais brasileiros declararem preferência por modelos “open talent”, abrindo oferta de executivos independentes de alto calibre. “Estamos passando por transformações constantes e significativas. O ritmo de adaptação deve seguir a velocidade com a qual as mudanças se apresentam e isso inclui profissionais e empresas que precisam se atentarem ao cenário atual”, afirma.

Segundo a especialista, outro recorte do levantamento, aponta que nesse contexto, o Brasil, agora em 2026, entra em um ciclo de crescimento moderado, com empresas mais cautelosas em contratações permanentes e maior exigência por líderes capazes de transformar estratégia em execução rápida. “Isso reforça os temas de pressão por resultado, produtividade, pessoas e cultura, tratados não como agenda de RH, mas como agenda de negócio”, alerta.

A executiva diz que ainda que, no que tange à Inteligência Artificial e digitalização, o estudo registra aumento da demanda por executivos ligados a tecnologia, dados e transformação digital, ao mesmo tempo em que reforça que a IA passa a ser vista como apoio à decisão, não substituição, exigindo liderança experiente para implementação prática.

“Estamos diante de uma linha convergente, onde a liderança precisa do olhar experiente, mas inserido nas novas ferramentas tecnológicas para avançar na execução das estratégias traçadas pela organização”, aponta Fernanda Baldivia.

Para finalizar, Fernanda ressalta que os estudos indicam que crises reputacionais, regulatórias e operacionais figuram entre os principais gatilhos para contratação de liderança interina, sendo classificadas como situações urgentes, com necessidade de ação em até 30 dias.  “Pois é, precisamos entender se estamos diante de uma crise reputacional ou operacional”, indaga a especialista.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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