Mesmo com a economia retraída e índices elevados de desemprego, escolas de inglês continuam com demanda crescente


No mundo globalizado em que vivemos, onde as grandes empresas são multinacionais e as pequenas e médias acabam sendo influenciadas por práticas internacionais de mercado, é grande a procura por profissionais que estejam aptos a entender essas trocas de serviços. Neste sentido, os conhecimentos em inglês são cada vez mais cobrados. Vale lembrar que a língua inglesa é a segunda mais falada no mundo e a mais utilizada para negócios e em âmbitos políticos e diplomáticos. E este predomínio do idioma tem levado muita gente a buscar o aprendizado do inglês, mesmo neste período de retração econômica e de alto índice de desemprego.
Eu conversei com o superintendente da Cultura Inglesa de Curitiba, o executivo André Ruediger, e ele me disse que só este ano as Culturas Inglesas brasileiras aumentaram em 5% o número de alunos, quando comparado a 2017, o que pode ser considerado um ótimo resultado em relação ao mercado, que estagnou no mesmo período. No caso específico da Cultura Inglesa de Curitiba, seu desempenho foi ainda maior, crescendo 10% este ano, sendo a escola que mais cresceu pelo segundo ano consecutivo.
Atualmente, a Cultura Inglesa de Curitiba, que tem 5 unidades, sendo uma em São José dos Pinhais, conta com mais de 2.500 alunos e pretende para 2019 elevar este número em 10%. Eu perguntei ao superintendente da Cultura Inglesa de Curitiba quais foram os motivos que levaram a escola a um crescimento de dois dígitos, este ano, e ele me explicou que foi decorrência do posicionamento da instituição em definir que a qualidade do ensino é fundamental para quem quer ampliar seus conhecimentos. A escola também elevou a venda ativa e investiu na modernização das suas cinco sedes.
André Ruediger aponta alguns dados da pesquisa “Demandas de Aprendizagem de Inglês no Brasil”, realizada pelo Instituto de Pesquisa Data Popular que mostram que 9% dos brasileiros querem iniciar um curso de inglês e 91% dos executivos entrevistados afirmaram que a língua inglesa é o principal idioma dos negócios.
A Cultura Inglesa de Curitiba atenta a esta demanda dá prioridade ao ensino presencial, onde prevalece a interação com um grupo de pessoas do mesmo nível e aprimora o conhecimento dos alunos. Na avaliação de Ruediger esta pesquisa mostra que os brasileiros se preocupam com o currículo que possuem e de que forma vão melhorá-lo. Ainda de acordo com a pesquisa, 74% das pessoas que nunca estudaram têm muito interesse em aprender inglês e de maneira presencial. O executivo me contou que nos dois últimos anos, muitos profissionais de Curitiba que perderam seus empregos optaram por estudar ou aprimorar o seu inglês e com isso melhorar o currículo, enquanto esperam uma nova colocação.
Crédito da foto – Rodolfo Buhrer.








