Empresas devem investir na governança de dados para ter sucesso com analytics

Empresas devem investir na governança de dados para ter sucesso com analytics

A análise avançada de dados está sendo aplicada em vários setores como uma tendência, mas, apesar disso, nem todas as empresas conseguem obter resultados tão satisfatórios quanto esperavam devido à falta de controle sobre esses processos. Um estudo realizado pela Harvard Business Review com 75 empresas no ano passado mostrou que apenas 3% delas tinham padrões básicos de qualidade de dados – o que traz um impacto significativo para tomar decisões estratégicas de negócio.

De acordo com a Minsait, uma empresa Indra, isso acontece porque muitas empresas ainda acreditam que a análise avançada de dados é a chave para fornecer insights de qualidade, em vez de dar um passo atrás e investir em uma governança de dados eficaz. “É necessário ir além do analytics e construir sistemas baseados em algoritmos, capazes de estabelecer as regras com as quais se deve trabalhar com os dados, para que, então, seja possível adaptar essas informações para o que as áreas de negócios necessitam”, afirma Wander Cunha, head da Minsait no Brasil.

Os benefícios com essa estratégia são variados. Ao adotar processos baseados em algoritmos, empresas podem processar informações com mais agilidade e tomar decisões mediante a capacidade acelerada de classificação, previsão, simulação e otimização de atividades.

Para chegar a esse resultado, a Minsait aponta quatro passos essenciais aos quais as empresas devem prestar atenção:

1. Automatização

Ter conhecimento sobre a automatização usada no ambiente organizacional. É frequente ver processos automatizados – a compra e venda de ativos no mercado de ações, em que se realizam operações simultaneamente são exemplos disso –, mas o conhecimento acerca da tecnologia usada para tomar essas decisões geralmente está menos controlado por parte da organização. Como consequência, esse tipo de inteligência pode ser aplicado de forma a gerar um resultado pobre para o negócio ou, pior ainda, afetá-lo negativamente.

2. Sistemas de aprendizagem contínua

Os modelos de inteligência artificial na organização devem estar bem documentados e sistematizados, sendo essa tarefa tanto da parte estratégica como da área de Negócios da companhia. A Minsait pontua a necessidade de sistemas “Always on”, sempre identificando novas ameaças ou oportunidades, gerando dinamismo às empresas.

3. Segurança no uso dos dados
É fundamental ter um controle sobre os dados com os quais se está lidando: de onde vêm e para que são usados. Esse controle deve ser decidido em duas fases: a primeira, ao estabelecer filtros adequados que vão determinar os dados a serem coletados, respeitando a regulação corporativa e, a segunda, na descrição da informação obtida.

4 Tirar valor financeiro dos dados

Depois de reunir os dados, é fundamental ter em mente o impacto financeiro que podem gerar para a empresa. Uma governança adequada de dados pode trazer sistemas integrados, capazes de diminuir prazos de desenvolvimento de novos produtos, aumentar a produtividade, ente outros, realizando uma economia de custos representativa.

Além disso, empresas que conseguem gerar valor a partir da análise de dados são consideradas mais rentáveis. “Nos últimos cinco anos, houve cada vez mais distância nos valores de empresas que usam uma governança de dados eficaz para as que não usam. Isso porque a aplicação da tecnologia se transforma numa filosofia de gestão da empresa, agregando mais valor ao seu nome”, finaliza Wander.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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