Black Friday 2018: 7 dicas para fugir das furadas

Black Friday 2018: 7 dicas para fugir das furadas
Reginaldo Stocco: é bom ficar atento aos estoques.

A Black Friday deste ano, que será nesta sexta-feira (23), deve trazer promoções de encher os olhos, mas também pode gerar reclamações e revolta dos consumidores por causa de descontos falsos, atraso na entrega dos produtos e falhas nos sites. Por tudo isso, a versão brazuca do evento norte-americano é conhecida como “Black Fraude”. Mas com bom planejamento dos lojistas e cautela dos consumidores, o evento pode ser uma ótima data para fazer compras e para varejo e indústria aumentarem o faturamento. Pesquisa do SPC Brasil mostra que as pessoas estão mais dispostas a abrir a carteira neste ano. Seis em cada dez consumidores (58%) vão fazer compras nesse período, 18% a mais do que em 2017. Nesse ano, o comércio eletrônico espera faturar R$ 2,43 bilhões, alta de 15% em relação a 2017, aponta a estimativa da Ebit|Nielsen.

Segundo Reginaldo Stocco, CEO da startup VHSYS, que fornece software de gestão empresarial na nuvem para pequenas e médias empresa, a melhor forma de o consumidor não sair prejudicado é acompanhar as variações de preços nesta última semana e pesquisar a reputação das lojas. “Planejamento é sempre o ideal. Mais do que preço, para garantir uma boa experiência de compra, é necessário checar se o produto com desconto realmente vale a pena e se a loja é de confiança”, aconselha.

Ainda de acordo com Stocco, para os consumidores não é recomendado acessar links enviados por e-mail ou redes sociais. “Desconfie sempre de preços muito baixos. Na hora da compra, é recomendado o próprio consumidor digitar o endereço do site em que deseja comprar. Também é bom ficar atento aos preços, estoque do produto e data de entrega”, orienta.

Os relatos mais frequentes dos consumidores, de acordo com Stocco, são a dificuldade na hora de finalizar a compra ou de encontrar o produto, a instabilidade do site e o atraso na entrega. “Há casos de pessoas que demoram mais de uma hora para finalizar uma compra e, quando estão prestes a concluírem a transação, a página cai. Outra grande queixa é a demora na entrega dos produtos”, diz. Por isso, a empolgação com a Black Friday também pode prejudicar as lojas físicas e online. Na sede de oferecer várias opções para os clientes, as lojas perdem o controle de estoque e até mesmo de receita. “É possível fazer grandes promoções sem prejudicar o caixa. Basta aplicar os descontos com planejamento estratégico”, recomenda Stocco.

Para evitar que a empresa entre na temida lista da “Black Fraude”, seus gestores devem seguir um guia básico que começa por utilizar um sistema integrado de gestão empresarial, o chamado ERP. “Ao invés de emitir sozinho notas fiscais, controlar o estoque e logística e analisar o faturamento em diferentes plataformas, o empresário encontra no ERP uma ajuda essencial: ele organiza tudo em um só lugar por um baixo custo e permite que o lojista tenha uma visão geral, organizada e com análise dos dados para melhor tomada de decisão”, aconselha Stocco.

Veja 7 dicas rápidas para consumidores e varejo não caírem na Black Fraude

1. Se você é consumidor, não compre por impulso. Aproveite esta última semana para avaliar e comparar se o produto está mesmo com um bom desconto e se você precisa mesmo daquilo.

2. Cuidado com sites falsos, pois muitas vezes eles são idênticos aos originais. Em caso de dúvidas, ligue para o SAC da loja e desconfie de preços muito abaixo da média. Sempre verifique se no canto inferior da tela há um cadeado ou chave. Esse é um indicativo de que o site é confiável e legítimo.

3. Grave todas as telas e recibos enquanto faz a compra. Servem como comprovante caso haja algum erro ou atraso na entrega.

4. Se você é vendedor, certifique-se de que o produto que você quer tem no estoque. Diversas lojas colocam o produto para a venda e depois alegam não poderem entregar.

5. Para os lojistas: prepare a infraestrutura física e virtual. É necessário pensar na infraestrutura para receber tanta demanda. Utilize softwares ERP para fazer o gerenciamento, treine os vendedores, organize o estoque e saiba quais produtos devem receber maiores descontos para não prejudicar seu caixa no final da ação.

6. Melhore a experiência do cliente. Especialmente em um e-commerce, é comum que sites fiquem lentos durante um pico de acesso, o que prejudica a experiência do consumidor. Portanto, não deixe sua página muito pesada e procure montá-la da forma mais simples possível. Contrate softwares ERPs, como o da VHSYS, pois eles já vêm com as lojas virtuais montadas, com temas prontos, facilitando a montagem da loja, sem a necessidade de contratar terceiros para realização de layout.

7. Para o comércio: Não esqueça do pós-venda. Depois de efetuar a venda, não esqueça de acompanhar o cliente. Aproveite para entrar em contato, seja por telefone ou email, e pergunte se o produto chegou corretamente, se o consumidor teve algum problema ou até mesmo ofereça cupons de desconto para uma nova compra. A Black Friday pode ser um bom evento para vender mais, mas pode servir também para fidelizar clientes e conquistar novos consumidores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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