Para 27% dos bancos, open banking mudará completamente como clientes gerenciam finanças

Para 27% dos bancos, open banking mudará completamente como clientes gerenciam finanças

O funcionamento do “open banking” no Brasil será uma realidade a partir de 2019, com o Banco Central definindo ainda em dezembro deste ano o modelo geral da tecnologia a ser implementada no País. Se atualmente, os bancos se concentraram principalmente no compliance, o open banking será aplicado para iniciativas estratégicas e melhoria do atendimento ao cliente, mas há desafios a serem vencidos.

É o que revela uma pesquisa feita pela Fiserv, Inc. (NASDAQ: FISV), fornecedora líder global de soluções de tecnologia de serviços financeiros, que anunciou os resultados de um estudo que revela insights sobre a implementação de iniciativas de open banking por bancos do Reino Unido, Polônia, França e Austrália.

Os bancos acreditam que o open banking terá um grande impacto nas atividades financeiras, com 67% esperando pelo menos um impacto moderado. Para 27% dos bancos, o open banking irá mudar completamente como os clientes gerenciam suas finanças e interagem com seus bancos. Principalmente porque, ainda segundo o estudo, apenas 42% das instituições financeiras estão traçando suas estratégias para operações bancárias para além do primeiro dia.

A pesquisa também mostra que os bancos estão de olho nas oportunidades estratégicas. Integração com serviços de terceiros (38%), proteção contra taxas de transação (38%) e manutenção de relacionamentos com clientes (36%) foram os componentes mais comuns das estratégias de open banking dos participantes. Há ainda percentuais de bancos que consideram o open banking como uma oportunidade de melhorar o atendimento ao cliente (21%) ou facilitar o acesso a novos serviços para os clientes (16%).

Desafios

A nova tecnologia traz também desafios para as instituições financeiras que operam no Brasil, e as experiências realizadas em Países que já contam com a tecnologia podem ajudar a prever algumas prováveis complicações.

57% dos entrevistados disseram que acham difícil recrutar talentos na área de engenharia para as iniciativas. Entre os bancos que já implementaram o sistema, apenas 27% disseram que tinham pessoas suficientes e as habilidades necessárias para manter os serviços em conformidade.

Apenas 8% dos entrevistados que ainda vão implementar o open banking acreditam que têm pessoas suficientes e os conjuntos de habilidades certas para se tornarem compatíveis. Na Austrália, nenhum entrevistado disse ter pessoas suficientes e os conjuntos de habilidades necessárias, enquanto 44% disseram que não têm pessoas suficientes nem os conjuntos de habilidades.

Terceirização

Apenas 13% daqueles que já implementaram o open banking disseram que estão satisfeitos com a sua implementação e que não fariam nada de diferente. Muitos outros disseram que teriam confiado mais na terceirização, com 46% afirmando que terceirizariam o gerenciamento de ciclo de vida de fornecedores terceirizados (TPP) e 23% dizendo que terceirizariam a operação por completo. Por outro lado, 11% disseram que teriam construído os sistemas e mantido tudo “in-house”.

“À medida que as iniciativas de open banking estão sendo iniciadas em todo o mundo, os bancos estão começando a olhar além do compliance para prioridades mais estratégicas, incluindo expandir as capacidades das soluções e melhorar o atendimento ao cliente”, disse Nick White, vice-presidente de produtos e marketing da Fiserv.

“Com muitos bancos afirmando que carecem de pessoal e habilidades, a terceirização do desenvolvimento e manutenção de tecnologia de open banking pode se tornar mais comum, à medida que os bancos se tornam e permanecem em conformidade, além de capitalizar as oportunidades do banco aberto”, afirma.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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