Agenda econômica liberal deve atrair empresas estrangeiras ao País

Agenda econômica liberal deve atrair empresas estrangeiras ao País

Com a expectativa de uma agenda econômica mais liberal no governo atual, empreendedores estrangeiros se preparam para um novo ciclo de investimentos no mercado brasileiro. Essa é a conclusão da Mourão Campos, Fernandez, Cargnin e Zanatta Advogados, escritório de advocacia especializado em representação legal para companhias internacionais com operação no País.

De acordo com o escritório, o investidor internacional sempre esteve atento ao potencial de geração de negócios do mercado brasileiro. “O Brasil está entre os maiores mercados de consumo do mundo, e isso é fato”, explica Ramon Fernandez, sócio da Mourão Campos, Fernandez, Cargnin e Zanatta Advogados. “No entanto, o cenário de incerteza política e consequente impacto econômico dos últimos anos gerou uma tempestade perfeita que afetou as decisões estratégicas de empresas estrangeiras instaladas no país”, conclui.

Sem surpresas, entre os aspectos percebidos pelo empreendedor estrangeiro como principais dificuldades para se organizar um negócio no Brasil, estão as questões regulatórias, tributárias, trabalhistas e burocráticas, fatores cuja combinação afetam gravemente os resultados de um projeto. Diferente do investidor do mercado financeiro, o empreendedor internacional mantém uma relação de longo prazo com o mercado local, afinal constitui uma companhia no país, e – como todo empreendedor – é impactado diretamente por qualquer cenário de instabilidade.

Para Fernandez, quando se instala no país, o investidor estrangeiro se depara com as mesmas dificuldades, sobretudo nas questões de competitividade. Porém, ressalta, que há inúmeros casos em que esse investidor inicia seus negócios no Brasil e conquista expressivo sucesso. O advogado explica que esse resultado não se deve exclusivamente a fatores atraentes, como o tamanho do mercado de consumo e maior facilidade a recursos naturais, mas a um nível elevado de maturidade para o planejamento e execução desses projetos, o que tem influenciado o empreendedor brasileiro no desenvolvimento de seus negócios.

A agenda econômica proposta pelo novo governo aponta para implementação de regras menos protecionistas e mais liberais com o intuito de tornar o ambiente de negócios mais competitivo em todos os níveis, o que pode favorecer à atração de novos investimentos internacionais no País. Porém, de acordo com o advogado, há pontos cruciais e que devem ser conduzidos pela nova equipe econômica, como a manutenção da independência e credibilidade das instituições. Para o investidor estrangeiro, o ponto central de sua decisão de investimento está sempre na segurança jurídica. Ramon Fernandez esclarece que essa questão só é clara quando o governo respeita a total separação de poderes e torna a interdependência mais segura juridicamente. “O investidor só precisa ter certeza de que não terá surpresas no meio do caminho; que pode planejar, contratar e executar seu projeto dentro de uma expectativa já calculada sob o aspecto da segurança jurídica”, detalha.

Essa realidade institucional é muito bem avaliada pelo empreendedor internacional. No entanto, na avaliação da Mourão Campos, Fernandez, Cargnin e Zanatta Advogados, cada passo de evolução nesse sentido coloca o país mais próximo do cenário do comércio mundial, principalmente quando o Brasil é comparado a outros países da América Latina, sobretudo àqueles que promoveram ondas de expropriações sem a menor distinção nos últimos anos.

Uma percepção fomentada no mercado é de que a criação de um ambiente de negócios favorável ao investimento internacional provocaria uma situação de desequilíbrio em relação ao empreendedor brasileiro. No entanto, para Fernandez, esse desequilíbrio é consequência da falta de competitividade, muitas vezes ocasionada por falta de organização e preparo não apenas por parte das companhias. Ele explica que, além de proporcionar um ambiente favorável ao investimento internacional, é fundamental que o governo crie condições que permitam mais preparo e organização para o empresário local. “O protecionismo excessivo tende a atrofiar as competências dos empreendedores e, a longo prazo, aqueles que tinham condições e know how para competir com estrangeiros passam a perder força de competitividade”, explica.

Alvo de críticas, as sinalizações da equipe econômica do novo governo de se aproximar dos EUA estariam gerando desconforto com outros países da Europa, do mundo árabe e dos vizinhos no Mercosul. Com isso, a principal questão no momento é se o Brasil, alinhado a um país que vem seguindo um modelo de política protecionista, poderia ter um ambiente favorável para investidores de outras regiões. O advogado aponta que o importante é que o Brasil tenha plena ciência de quais são os mercados que, efetivamente, podem alimentar o ciclo comercial de forma bilateral. “Um alinhamento com os EUA não irá modificar a penetração que o Brasil tem em outros mercados”, analisa. “Historicamente, o Brasil nunca esteve desalinhado com os EUA. Inclusive, isso não impediu que o país crescesse internacionalmente e se tornasse uma das principais economias mundiais”, analisa.

Na visão do escritório, ocorreram muitos avanços, principalmente no combate à corrupção, que são essenciais para que se tenha um país integrado com a economia global, plenamente competitivo e com capacidade de manter posição de destaque e liderança.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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