Futuro do trabalho: a tecnologia acabará com os empregos?

Futuro do trabalho: a tecnologia acabará com os empregos?

Os profundos avanços tecnológicos encontraram diversas maneiras para substituir funções que os humanos têm realizado há décadas. Tecnologias como inteligência artificial, blockchain, big data e internet das coisas (IoT) irão transformar as maneiras como vivemos e trabalhamos. De acordo com o estudo The Future of Jobs Report 2018, do Fórum Econômico Mundial, sete milhões de empregos serão extintos até 2021. Por outro lado, esta “revolução” criará 58 milhões de novos empregos líquidos em 2025 na área da tecnologia. Os robôs cumprirão 52% das tarefas profissionais correntes, ou seja, mais da metade de todas as atividades realizadas nos locais de trabalho serão feitas por máquinas, contra 29% atualmente.

Para Victor Hugo Germano (foto), fundador da Lambda3 – empresa referência no setor tecnológico, com foco em soluções digitais – a perda dos empregos irá acontecer por vários aspectos, como desenvolvimento da automação nas indústrias, aperfeiçoamento da inteligência artificial e outras práticas que tornam o trabalho ainda mais avançado.

“É importante destacar que o processo de automatização não será avassalador e sim evolutivo. Oportunidades novas, que talvez a gente nem conheça agora, irão aparecer para realocar as funções nos empregos”, explica. “Nós não conseguimos prever as novas profissões que irão aparecer. Há 10 anos, por exemplo, não existia a profissão de digital influencer e hoje ela já faz parte da nossa realidade”, completa.

A grande questão é de que maneira e em qual velocidade as indústrias vão conseguir substituir mão de obra humana à automatizada, de um jeito que não haja uma crise de desempregados e aumento da desigualdade social, além de depressão nas pessoas por falta de perspectiva por não estarem inseridas no mercado de trabalho. “O desafio das empresas será como se preparar, analisando os impactos que isso pode gerar em uma população ‘inutilizada’, mas com idade produtiva”, destaca Victor Hugo.

Por outro lado, a automação industrial aliada aos avanços tecnológicos consegue fazer melhor e mais rapidamente o trabalho de um homem. O custo benefício também será positivo, já que mesmo uma máquina custando um valor muito alto, se ele contratasse pessoas para fazer o trabalho da ferramenta teria que custear planos de saúde, licença, férias e vários outros benefícios que o trabalhador tem direito perante a lei.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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