10 anos de Minha Casa Minha Vida: Mudanças nas faixas de investimentos garantem menos inadimplência

10 anos de Minha Casa Minha Vida: Mudanças nas faixas de investimentos garantem menos inadimplência

Os rumos econômicos do Brasil em 2019 são bem vistos pelo mercado da construção civil, mesmo com as mudanças previstas para programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida.

Com o aperto fiscal, o menor orçamento em dez anos, na casa dos R$ 4,6 bilhões, e restrições a concessão de subsídios à faixa 1,5 – famílias com renda mensal de até R$ 2,6 mil –, o foco do programa será a classe média brasileira, nas faixas 2 e 3 (respectivamente, de famílias com rendas brutas de até R$ 4 mil e até R$ 7 mil).

Em paralelo, nesta faixa da população, o fato de a poupança ter voltado a arrecadar recursos, com captação líquida de R$ 38,2 bilhões no final de 2018, também é animador para o cenário.

Desde 2010, quando iniciamos nossa atuação na Região Metropolitana de Curitiba, vimos que as crises econômicas e políticas trouxeram perspectivas distintas para o mercado de construção de condomínios residenciais. Os resultados do balanço de 2018, porém, foram bastante encorajadores e abriram terreno para os lançamentos e entregas deste ano, que ficaram acima da meta estabelecida para o exercício. Para 2019, as metas são ainda mais ambiciosas e apontam um crescimento esperado relevante.

O maior enfoque dado agora às faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida aponta justamente para o público alvo que buscamos ao oferecer residências bem localizadas, com padrão de qualidade, sustentabilidade e ótimo custo-benefício. É o caso, por exemplo, do residencial Piazza San Pietro, em São José dos Pinais, que reúne todas essas características e foge do padrão mediano que se costuma associar aos imóveis do Minha Casa Minha Vida. O mesmo raciocínio vale para o Pinhais Park, o primeiro projeto enquadrado no programa MCMV a receber o selo de certificação do GBC-Brasil, relativo aos quesitos de sustentabilidade aplicados ao projeto.

Além disso, as faixas de investimentos 2 e 3 do programa tradicionalmente garantem menor inadimplência, cujas taxas vêm subindo de forma considerável na faixa 1. Segundo levantamento do Ministério das Cidades, os contratos inadimplentes (com atraso superior a 90 dias) passaram de 129 mil moradores em 2014 para mais de 350 mil em 2018.

Com o mercado aquecido e financiamentos em dia, a expectativa é que as construtoras possam dedicar mais investimentos à qualidade e sustentabilidade de seus empreendimentos residenciais, para que o sonho da casa própria se torne realidade sem dores de cabeça e em consonância com os novos consumidores.

O artigo foi escrito por Marcelo Lage (foto), que é diretor da Valor Real Construções, empresa que atua na construção de edifícios residenciais na Região Metropolitana de Curitiba.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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