Duas em cada cinco mulheres brasileiras no setor de tecnologia dizem que empresa onde trabalham não prioriza diversidade de gênero

Duas em cada cinco mulheres brasileiras no setor de tecnologia dizem que empresa onde trabalham não prioriza diversidade de gênero

De acordo com uma pesquisa global da Booking.com, uma das maiores empresas de e-commerce de viagens e líder de tecnologia digital do mundo, menos de 3 em cada 5 (57%) mulheres de todo o mundo que atualmente trabalham no setor de tecnologia sentem que o mercado prioriza a diversidade de gênero como parte de sua agenda. No entanto, dentre as brasileiras que estão atualmente na área, 40% sentem que a empresa onde trabalham não valoriza a diversidade como deveria. Mesmo que iniciativas para diminuir a diferença de gênero e incentivar mais mulheres a entrarem no mercado de tecnologia estejam tendo algum sucesso, as empresas e o mercado precisam demonstrar um comprometimento maior para acolher o talento feminino – não se restringindo apenas àquelas mulheres que consideram ou começam uma carreira nessa área, mas acolhendo também as especialistas já estabelecidas – se quiserem manter uma mão de obra representativa e capacitada.

Para as empresas de tecnologia atraírem o talento necessário, estamos vendo uma mudança no foco. Além de reter talento, as empresas estão impulsionando seus esforços para atrair mulheres que deixaram o mercado e querem retornar. Ao reter seu conhecimento e experiência, as empresas de tecnologia se beneficiam não apenas culturalmente, mas também financeiramente, além de melhorarem sua reputação.

Mulheres veem oportunidades de trazer benefícios reais aos negócios

O último Relatório de Diferença de Gêneros do Fórum Econômico Mundial concluiu que a desigualdade de gênero está crescendo em todo o mundo. Apesar disso, as mulheres estão contribuindo ainda mais em todos os aspectos dos negócios. Ao serem questionadas sobre os benefícios que a diversidade de gênero poderia trazer ao mercado de tecnologia, 95% das brasileiras que trabalham nessa área – e as alunas interessadas em seguir uma carreira – afirmam que novas perspectivas, conhecimento e experiências ajudariam a diversificar o setor. Elas também mencionaram maior flexibilidade nos benefícios de RH (95%) e um melhor ambiente de trabalho que beneficiasse a todos os funcionários (92%).

Dados do mercado também mostram um maior benefício econômico. Uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers2 recentemente divulgou que, ao aumentar o número de mulheres que trabalham em 5%, para um total de 75%, a economia do Reino Unido poderia ter um impulso de aproximadamente 9% em seu Produto Interno Bruto (PIB).

“Alcançar uma maior diversidade de gênero no mercado da tecnologia é descobrir talentos e apoiar mulheres que já possuem a capacidade, o conhecimento e a expertise no nosso setor. Diversificar talentos – com todos os aspectos de sua experiência, origem e carreiras – precisa estar sempre em primeiro lugar,” afirma Gillian Tans, CEO da Booking.com. “Nos últimos 10 anos ocorreram mudanças significativas para trazer progresso positivo, transformando o mercado de tecnologia em um ambiente com maior diversidade de gênero. Precisamos garantir que continuemos assim. As empresas que priorizam a inclusão em todos os níveis e trabalham efetivamente com os talentos existentes, além de incentivar os novos talentos, continuarão a crescer e prosperar.”

O valor que as mulheres que voltam ao mercado podem trazer

Atualmente, mais da metade das brasileiras que voltam ao mercado de tecnologia – ou aquelas que fizeram uma pausa na carreira e retornaram (57%) – veem a pausa na carreira como prejudicial ao seu crescimento individual. Inclusive, cerca de 3 em cada 4 (76%) acreditam que o mercado precisa ativamente fazer mais para apoiar seu retorno ao mercado.

Entretanto, um aumento nas ‘reciclagens’, ou esquemas de retorno ao mercado são uma esperança, não apenas na área de tecnologia, mas também na área jurídica, serviços especializados e outros setores. No Brasil, 75% das mulheres que voltam ao mercado de tecnologia acreditam que tais programas – com foco geralmente em treinamento, recapacitação, requalificação e mentorias – são essenciais para superar os desafios do retorno. Quem volta ao mercado quer se sentir empoderada e se desenvolver a partir de suas experiências anteriores, em vez de se sentir como uma iniciante.

Esses programas estão empoderando mulheres com a capacidade e o suporte de que precisam para progredir. Na verdade, 61% das brasileiras que voltam ao mercado afirmam ter o acesso a um mentor quando retornam ao trabalho – algo que as mulheres no mercado da tecnologia identificaram como essencial ao sucesso de suas carreiras.

“Na Booking.com, acreditamos no investimento em programas de reconhecimento e mentoria que apoiam o desenvolvimento contínuo das mulheres na área de tecnologia – como nosso programa de mentoria e o Technology Playmaker Awards da Booking.com. O que nossa pesquisa nos diz é que o mercado da tecnologia precisa trabalhar mais de perto para alinhar as estratégias que encorajam as mulheres a seguir uma carreira na área. As mulheres trazem um enorme valor que pode impactar as empresas de tecnologia e o mercado global de maneira positiva, e devem fazer parte de iniciativas pró-ativas com foco na inclusão, retenção e desenvolvimento de habilidades,” conclui Gillian Tans.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *