Aumenta participação das mulheres no agronegócio

Aumenta participação das mulheres no agronegócio

Entre 2013 e 2017, o percentual de mulheres que ocupam cargos de decisão nos empreendimentos rurais passou de 10% para 31%, segundo a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA). Para Helda Elaine, palestrante com forte experiência e influência em cooperativas do agronegócio, isto está acontecendo em grande parte pela participação e atuação crescente das mulheres em cooperativas, devido principalmente à própria expansão do setor.

Nos últimos 10 anos, o número de cooperados passou de 548 mil pessoas para 1,8 milhão no Brasil. “Para abastecer os grandes centros, as cooperativas entendem a importância de frear o êxodo rural. Para isso, elas têm oferecido condições de trabalho cada vez melhores, favorecendo também a entrada das mulheres neste mercado”, explica Helda Elaine, autora do best seller “O Ser Humano 10D”, livro em que fala de sua experiência no setor.

“Isso tem acontecido muito no sul do Brasil porque, se todo mundo for para a capital, como vamos alimentar a população urbana? Neste sentido, a região sul é uma referência em se tratando de cooperativa. Com essa nova fase do país, o cooperativismo é a bola da vez”, afirma Helda Elaine.

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Helda Elaine:
O aumento das mulheres no agronegócio também fomentou a participação delas em cursos

Somente no Paraná, estado de origem de Helda Elaine, há 215 cooperativas agrícolas. Muita gente ainda pensa que cooperativa é coisa pequena, mas hoje as estruturas destes estabelecimentos são gigantescas. Hoje, as cooperativas são saudáveis. Grandes exportadoras de alimentos, elas registraram um crescimento de 20% em 2018, ano de crise.

Entre os temas abordados por ela em suas palestras no setor de agronegócio, um deles está a mulher e suas potencialidades. “A mulher do agronegócio é uma mulher 10D, ela sempre foi ‘filha DE alguém’, ‘esposa DE alguém’ e ‘mãe DE alguém’; e agora também tem sido ‘mulher DE negócios’, ‘mulher DE sucesso’ e muitas outras habilidades. É necessário, realmente, fazer algo a mais para conseguir um lugar de destaque em qualquer área e no agronegócio não é diferente”, explica a palestrante, que tem um dos maiores índices de recontratação do Brasil.

Somar, em vez de competir

Segundo Helda Elaine, o aumento da participação das mulheres no agronegócio também fomentou a participação do sexo feminino em cursos ligados à área, antes mais procurados por homens, como veterinária ou agronomia.

Os homens, porém, não devem ficar com receio desse espaço conquistado por elas no setor do agronegócio. “A convivência de homens e mulheres em um ambiente de trabalho não pode virar uma competição, uma guerra entre os sexos”, diz Helda.

“As mulheres batalharam e conseguiram aumentar seu destaque e espaço no mundo do agronegócio por esforço e competência, e não foi para tomar o lugar do homem. Elas querem trabalhar junto”, explica.

Em suas palestras, Helda diz que o homem é sempre mais prático e a mulher, mais sensível, e estas características são complementares. Eles podem trabalhar em cooperação, para um mundo melhor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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