No Dia Mundial da Propriedade Intelectual, maior preocupação é com falsificação de produtos

Nesta sexta-feira (26) se comemora o Dia Mundial da Propriedade Intelectual, que visa promover a discussão sobre o seu papel no encorajamento da inovação e da criatividade. Na propriedade intelectual está incluída a propriedade industrial que, por sua vez, tem como objetivo a proteção de invenções (patentes), criações estéticas (design) e sinais usados para distinguir produtos e empresas no mercado.
O dia de hoje será utilizado para a realização de várias atividades de sensibilização visando alertar a população da importância da propriedade intelectual, no âmbito da proteção, do conhecimento e do desenvolvimento econômico.
No caso específico de falsificações, que têm causado sérios problemas para as empresas que atuam legalmente no mercado e pagam em dia os seus impostos, entre os produtos mais falsificados estão peças de automóvel, bens de consumo elétricos, smartphones, brinquedos, medicamentos, malas, vestuário e até comida de bebê. As falsificações não ocorrem só aqui no Brasil, mas em todo o mundo, chegando a movimentar negócios de mais de um bilhão de dólares.
Preocupações
Entre as maiores preocupações da Proteste e da Organização Internacional de Associações de Consumidores de Língua Portuguesa está a circulação de medicamentos falsificados. Só para se ter uma ideia, enquanto na Europa 3% dos medicamentos que circulam nos países são falsificados, no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, de cada 100 medicamentos vendidos em um lote, 20 são falsificados. Esses medicamentos são vendidos em feiras, em bancas de ambulantes, pela internet e, inclusive, nas farmácias.
O perigo desses medicamentos é grande. Além das situações em que se detectam produtos com substâncias tóxicas, existe também a ineficácia dos falsos produtos. Outro grande problema é que os medicamentos falsificados apresentam embalagens exatamente iguais às dos remédios verdadeiros, pois há lucro suficiente neste negócio para que os criminosos façam as cópias com qualidade.
Por isso, os consumidores que quiserem assegurar a compra de medicamentos verdadeiros e respeitar a propriedade intelectual devem optar pela compra em estabelecimentos autorizados, com pessoal formado para a venda de fármacos.
E a falsificação e pirataria de produtos também é prejudicial aos empregos. No Brasil, calcula-se que dois milhões de empregos formais deixam de ser criados anualmente por conta da pirataria.








