Controle da Receita sobre operações com criptomoedas é um marco importante para depurar mercado

Controle da Receita sobre operações com criptomoedas é um marco importante para depurar mercado

A partir do dia 1º de agosto, as exchanges de criptoativos (corretoras que realizam a compra e venda de moedas virtuais) deverão informar à Receita Federal sobre todas as operações de compra e venda de criptomoedas, como o Bitcoin, realizadas em território nacional. A Instrução Normativa com a determinação foi publicada na última terça (7) no Diário Oficial da União.

Ismair Junior Couto, diretor jurídico do Grupo Bitcoin Banco (GBB), grupo econômico que tem como subsidiárias as duas maiores exchanges da América Latina, NegocieCoins e TemBTC, afirma que a norma já era esperada pelo mercado cripto. “Consideramos absolutamente positivo esse tipo de iniciativa do Estado brasileiro. As nossas plataformas já estavam modeladas para a prestação dessas informações. A cada fim de exercício nós fornecemos um documento para o cliente com sua movimentação e posição em carteira para que possa incluir na declaração de Imposto de Renda”, afirma Couto.

Um grupo multidisciplinar composto pelas áreas jurídica, de compliance, controladoria e tecnologia foi criado pelo GBB para cumprir à risca o prazo solicitado pelo fisco. “Até agora o Estado brasileiro produziu pouquíssimas regras relacionadas à atividade econômica de criptomoedas. Havia apenas pinceladas de informação da Receita Federal para fins de tributação. A Instrução Normativa Nº 1.888 sem dúvida inaugura um procedimento importante. Nós a consideramos um marco da criptomoeda no Brasil”, sublinha Couto.

Clientes

Para o Grupo Bitcoin Banco, a regulamentação trará mais transparência ao mercado e dificultará a execução de crimes financeiros. “Temos uma estrutura pesada e institucionalizada em relação à checagem e compliance dos nossos clientes. Os usuários que hoje operam nas nossas plataformas já passaram por um grande pente fino, não são pessoas operando para viver na clandestinidade. Por esse movimento, acreditamos que no caso do GBB não haverá fuga de clientes. Ainda que haja evasão de um ou outro, isso ajudará na depuração da nossa clientela, porque nós queremos conosco pessoas que respeitam as leis brasileiras”, diz o diretor jurídico.

Daniel Morais, gerente de controladoria do GBB, acentua que investidores que desejam se manter anônimos sairão do mercado brasileiro. Em contrapartida, a regulamentação abre o mercado para novos clientes. “Existem muitas instituições, como fundos de investimento, que não podem acessar mercados desregulados. Com essa Instrução Normativa, a partir de agosto vão poder entrar com tranquilidade. É um mercado que vai jogar totalmente limpo”, conta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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