Sustentabilidade deixa de ser estratégica de Marketing e passa a ser estratégia de gestão para empresas competitivas

Sustentabilidade deixa de ser estratégica de Marketing e passa a ser estratégia de gestão para empresas competitivas

O conceito de sustentabilidade abrange diversas concepções que se resumem em um equilíbrio entre ganhos econômicos, retorno social e preservação ambiental e, no mercado segurador, remete a própria origem do seguro. A ideia de garantir a estabilidade econômica de um indivíduo ou empresa a partir da transferência de riscos para uma seguradora é apropriada para entender como essas companhias contribuem positivamente para a saúde financeira da sociedade.

Esse mercado possui grande impacto na economia do Brasil, apesar do ainda baixo índice de seguros em comparação com outros países. Os valores aportados a economia brasileira estão entre bilhões de reais, seja no ressarcimento dos sinistros ou no pagamento de tributos, que ultrapassou 16 bilhões segundo o último reporte de sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg). No entanto, no que se refere a sustentabilidade é necessário também pensar os aspectos sociais e ambientais e os impactos, negativos e positivos, que esse setor pode trazer.

A argentina Sancor Seguros fez sua adesão ao Pacto Global das Nações Unidas, que em 2015 propôs 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a serem seguidos por países e empresas de todos os Estados Membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Todas as empresas que formam o Grupo Sancor Seguros se somaram à essa causa. A partir dessa adesão elaboraram então o programa Ciudadano Sostenible, ou Cidadão Sustentável, como é chamado na unidade de negócios do Brasil.

Esse é um amplo programa que busca combinar parte desses Objetivos à estratégia de negócios da Sancor Seguros. O Cidadão Sustentável tem como base o diálogo com os grupos de interesse; a inovação da seguradora para o desenvolvimento de produtos e serviços sustentáveis; o desenvolvimento de iniciativas de sustentabilidade vinculadas à prevenção, segurança e saúde; a geração de valor por meio do conhecimento, fortalecendo o desenvolvimento científico; e a sistematização e medição do desempenho econômico, social e ambiental.

“Esse programa já está estabelecido nas empresas do Grupo na Argentina desde 2005. No entanto, ainda se encontra em fase de implementação no Brasil, e nos demais países onde o Grupo atua, considerando que essas unidades de negócios formaram seus comitês locais de RSE e aderiram ao Pacto Global das Nações Unidas mais recentemente, em 2017”, explica o Diretor Geral da Sancor Seguros no Brasil, Leandro Poretti. Ainda de acordo com o Diretor, a proposta do Cidadão Sustentável está voltada a promover uma cultura da prevenção e bem-estar através de hábitos saudáveis, consciência pelo seguro, apreço pela sociedade e pelo meio ambiente.

Poretti ressalta ainda que o conceito de Responsabilidade Empresarial Social deve ser encarado pelas empresas muito além de uma visão restrita a grupos de interesse específicos. “Responder as necessidades do mercado por seguros rurais adaptados as mudanças climáticas não é garantir apenas a rentabilidade de produtores rurais e a sustentabilidade econômica dos seus negócios, mas também garantir a segurança alimentar do país, proporcionando maior segurança econômica para que produtores rurais possam continuar trabalhando no campo mesmo após um sinistro”, por exemplo.

Ainda de acordo com o reporte de sustentabilidade da CNSeg, as mudanças climáticas são um dos principais pontos de preocupação por parte das empresas do setor. Sinistros ocasionados por eventos climáticos extremos podem atingir cada vez mais o campo e a cidade. Para isso, a seguradora tem investido em tecnologias preditivas para avaliar com grande antecedência a possibilidade de um sinistro. A idéia é que tais informações possam ser disponibilizadas futuramente para os seus clientes, e que a base de informações utilizada para os seguros rurais possa contribuir também para a prevenção nos seguros patrimoniais.

A empresa tem demonstrado levar muito a sério o mote de consciência seguradora do seu programa Cidadão Sustentável. O ramo de seguro de pessoas tem crescido no país, apesar da má perspectiva econômica para o ano de 2019, e a Sancor Seguros tem se destacado nesse segmento com um crescimento de mais de 70% no primeiro quadrimestre. Nesse rol de produtos a empresa tem desenvolvido alternativas para cobrir diversos públicos, como é o caso do Família Tranquila, feito em parceria com uma cooperativa financeira, e que oferece aos seus cooperados apólices a custos reduzidos.

Recentemente a seguradora lançou seu novo Relatório de Sustentabilidade. “Sendo este o segundo Relatório de Sustentabilidade da nossa empresa, queremos também refletir as oportunidades que temos, como parte do mercado segurador brasileiro, de contribuir para os desafios apresentados pela Agenda 2030 através dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável; transcendendo o escopo dos negócios, favorecendo o desenvolvimento das comunidades locais e metas globais, como o fim da pobreza, a promoção da saúde e bem-estar, educação de qualidade, ação para o clima, cidades sustentáveis e outras questões fundamentais para a humanidade”, comentou Néstor Abatidaga, presidente do Conselho de Administração da Sancor Seguros no Brasil.

Esta publicação responde a uma nova Comunicação para o Progresso (COP), sendo parte do apoio ao Pacto Global das Nações Unidas. Também apresenta as questões críticas e relevantes para a sustentabilidade na Sancor Seguros no que se refere aos temas considerados de maior importância para os negócios no país. O documento pode ser acessado no seguinte endereço:
https://digital.sancormais.com.br/relatorio-sustentabilidade-publico

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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