Empresas com boa governança conquistam “licença social” para seguir no mercado

Empresas com boa governança conquistam “licença social” para seguir no mercado

Seja qual for sua natureza – terceiro setor, familiar, de capital aberto ou não, as empresas estão submetidas hoje a um escrutínio permanente da sociedade. Na palma da mão, a partir de um smartphone, as pessoas acompanham como as companhias se comportam em relação ao cumprimento das leis, às relações de consumo e à questão ambiental, entre outros aspectos. A sociedade percebe quando uma empresa está comprometida com a observância de boas práticas. É o que se chama, no mundo dos negócios, de “licença social” para operar.

“Sem esse reconhecimento, uma companhia é séria candidata a perder espaço no mercado e a desaparecer”, diz Eduardo José Bernini, sócio-diretor e fundador de uma das maiores consultorias empresariais do país, a Tempo Giusto, profissional com um longo currículo como administrador e conselheiro de grandes empresas.

Seu alerta foi apresentado durante o debate realizado terça-feira a noite em Curitiba, em torno do conceito de governança corporativa “Pratique ou Explique”. Em formato de “roda viva”, o evento reuniu dezenas de empresários e executivos no auditório da Universidade Positivo – Campus Praça Osório. A iniciativa foi do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças – IBEF Paraná, com apoio da 3G Consultoria – Governança, Gestão e Gente e do CMT – Carvalho, Machado e Timm Advogados Associados.

O modelo “Pratique ou Explique” considera que determinadas práticas de governança corporativa podem ser aplicadas conforme a realidade e as necessidades de cada companhia. Já bastante usado em outros países, o modelo ganhou força no Brasil por iniciativa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ao adicionar o Código Brasileiro de Governança Corporativa – Companhias Abertas à ICVM 480, que dispõe sobre o registro de empresas de capital aberto, o órgão regulador do mercado de capitais abriu caminho para um avanço significativo da governança corporativa no Brasil, alinhando-se à tendência internacional de disciplinar o tema por esse parâmetro.

O Brasil só o adotou recentemente, depois de 64 países aderirem ao conceito. “Por que demoramos tanto”, perguntou a Bernini o sócio-diretor da 3G Consultoria, o especialista em governança Gino Oyamada. A resposta tem a ver com a percepção mais recente no país de que a responsabilidade por atos e decisões de uma empresa cabe a todos, sejam gestores, conselheiros ou proprietários. “Toda empresa tem uma ´Brumadinho´ dentro de si”, menciona, referindo-se à cidade mineira arrasada pelo colapso de uma barragem da mineradora Vale. “E se houver falhas de governança, todos responderão fiduciariamente pelas consequências. Medir esse risco e administrar a alocação de poder é vital para a sobrevivência das companhias”, acrescenta Bernini.

O debate contou com a participação do advogado Rafael Bica Machado, um dos fundadores do CMT – Carvalho, Machado e Timm Advogados, em que lidera a área societária, e do presidente do IBEF-PR, Claudio Lubasher, executivo que dirige o Hospital Santa Cruz.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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