Do offset para o online: a transformação digital chegou para o setor gráfico

Do offset para o online: a transformação digital chegou para o setor gráfico
Diego Luz

Junho é o mês que celebra as empresas gráficas, mas neste ano o dia 24 é ainda mais significativo para o setor. Mais do que nunca, ficou claro que a tecnologia se tornou uma importante aliada deste mercado e, graças a ela, prazos foram reduzidos, a qualidade chegou a um novo patamar e cada vez mais itens passaram a compor o portfólio destes players.

De acordo com um estudo recente elaborado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), a produção industrial do setor movimentou R$ 46,7 bilhões em 2018. Ainda segundo o levantamento, as embalagens já representam 48,6% de participação no volume de impressões, seguidas pelo mercado editorial – livros, revistas, publicações e manuais – com (21,6%),

Mas o que a transformação digital tem a ver com isso? É simples. Antigamente, para receber, produzir e entregar um pedido, as gráficas precisavam receber os clientes em suas lojas, dependiam de ligações telefônicas e quase não tinham flexibilidade para atender a determinadas demandas, principalmente as menores, assim como oferecer diferentes tipos de materiais.

Graças à tecnologia, uma democratização aproximou não só empresas e empreendedores que começaram a contar com a indústria gráfica como um parceiro estratégico para seus negócios, mas também pessoas físicas que precisavam encomendar produtos personalizados, de flyers e embalagens até itens eletrônicos, tudo por meio de alguns cliques na internet.

No entanto, o papel da tecnologia vai muito além da etapa dos pedidos. A ABIGRAF estima que mais de 80% do segmento é composto por microempresas. A outra parte que busca expansão, diversificação de portfólio ou o atendimento a outras praças tende a se beneficiar com essa variedade de canais, já que as conexões vêm ficando mais simplificadas.

Neste contexto, a indústria gráfica consegue impactar uma série de públicos, de designers a lojas de bairro, de empreendedores a grandes redes do País. Uma marca que atua com franquias, por exemplo, pode acionar parceiros para criar um canal próprio na web em que o franqueado tem acesso às especificações técnicas de uma marca mãe que quer padronizar seus pontos de venda e encomendar os materiais sem passar pela matriz.

Olhando para os benefícios, é possível notar ganhos inimagináveis até alguns anos atrás. Primeiro que a participação da internet no segmento permite que as empresas atinjam uma nova audiência e ampliem seu potencial de negócios. Além disso, as vendas passam a ser feitas nas mais diversas tiragens, com preços competitivos e alta qualidade. Sem falar no avanço tecnológico dos equipamentos essenciais para o andamento de toda essa cadeia.

O mais empolgante neste cenário é ver que a transformação digital não se limitou ao mundo dos eletrônicos, ao varejo ou aos setores mais óbvios. Ela chegou também a um segmento que não tinha grandes esperanças no campo da inovação. Se antes a primeira impressão era a que marcava, agora é o primeiro clique, a primeira personalização, a primeira experiência.

O artigo foi escrito por Diego Luz, CEO da Printi.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *