Entenda a diferença entre coaching, mentoring e treinamento

Entenda a diferença entre coaching, mentoring e treinamento

Nas últimas semanas, a falta de controle sobre o exercício do coaching no Brasil tem invadido as mídias. Eu, como Executiva de Recursos Humanos, sempre prezei pelo rigor acadêmico, seja para mim ou no desenvolvimento dos demais colaboradores. Como coach, mentora, palestrante, conselheira e autora, sinto-me obrigada a esclarecer todas as dúvidas sobre essa questão.

Bia Nóbrega

O primeiro ponto é entender o porquê de tudo isso. O problema é que o coaching, aqui no Brasil, perdeu o significado original. A palavra coach, que traduzida significa treinador, não é de fato – em um processo de coaching, o treinador. O coaching é um processo em que o coach guia o coachee, mas é o coachee que determina onde se quer chegar e como fará isto. O coach não treina, o coach só guia, não dá a resposta.

A melhor definição de coaching é um processo instigante e criativo, onde o coach inspira o coachee a maximizar o seu potencial pessoal e profissional. A principal ferramenta é a pergunta, nada se ensina. Outras ferramentas são para autoconhecimento, autorreflexão, nada além disso.

No mentoring, o profissional coloca a sua experiência à disposição, para acelerar o aprendizado do outro, que também é diferente de treinamento. Treinamento, ou training, é um programa, estruturado de transmissão de conhecimento ou de desenvolvimento comportamental.

Portanto, ao meu ver, o que aconteceu no Brasil é que se pegou treinamento, mentoring e mais do que isso, programas pré formatados de desenvolvimento, e nomearam como Coaching. Criaram-se inúmeras escolas, cobrando milhares de reais e tudo isso foi deturpado.

Coaching é perguntar, é fazer com que o coachee saiba quem se é, defina o que quer e como quer alcançar. Nada se ensina, mais uma vez eu repito. Inclusive eu, quando estou numa sessão de coaching e por algum motivo eu acabo colocando a minha experiência, na mesma hora eu falo: “Olha, isso não é coaching, isso é mentoring”. Porque eu sou “purista” e eu tenho este dever.

Sendo assim, se você quer contratar um Coach, procure o ICF, que é a maior instituição do mundo, a qual desde o início da minha prática como coach eu sou afiliada, e que determina que no mínimo é necessário uma formação com alto rigor acadêmico, 100 horas de prática e mais do que tudo seguir um código de ética, estar sujeito as sanções disciplinares e é por isso que eu afirmo a você: Coach é uma profissão, é séria e tem muito valor.

O artigo foi escrito por Bia Nóbrega, que é coach, mentora, palestrante e atua há mais de 21 anos na área de Recursos Humanos em empresas líderes em seus setores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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