Reforma Tributária afetará empreendedores? Confira

Reforma Tributária afetará empreendedores? Confira

As obrigações tributárias em um ambiente empresarial competitivo estão entre os principais desafios para quem procura empreender no Brasil. A estrutura complexa atrelada às mudanças frequentes e ao custo elevado pode sobrecarregar os preços de produtos e serviços e pôr negócios em risco.

De acordo com uma pesquisa do Insper e do Santander, 39,23% dos pequenos e médios empresários acreditam que o maior obstáculo para a evolução do seu negócios é a carga tributária do país. Já segundo a Sondagem Especial, pesquisa mensal da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para 86% dos empresários industriais a tributação excessiva é o principal problema do sistema de impostos brasileiro.

O avanço da reforma tributária no Congresso tem provocado diferentes sensações nos empreendedores, como expectativas quanto a simplificação e a redução da carga de tributos e dúvidas a respeito do fim de benefícios fiscais e alíquotas.

A discussão sobre as distorções nos tributos geradas pelo aumento da demanda por arrecadação já está em pauta há 30 anos, mas o tema ganhou novo folêgo a partir de um estudo realizado pelo economista Bernard Appy, que serviu como base para a criação da PEC 45/19 cujo propósito é embasar a reforma tributária. A alteração foi aprovada em maio pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e agora passa pela análise de uma Comissão especial para ir ao Plenário.

De acordo com Giovani Mainhardt, CEO do escritório contábil J. Mainhardt e palestrante do We Are Omie 2019, evento de empreendedorismo que acontece no dia 8 de agosto em São Paulo, é importante haver um planejamento para não ser pego de surpresa.

O governo também está trabalhando em sua própria proposta de reforma tributária, que, para Mainhardt, só ganhará impulso quando a reforma da Previdência deixar o protagonismo, já que por enquanto ainda não houve aprovação do CCJ.

Em comum, as propostas defendem a unificação de impostos e o fim dos benefícios setoriais, que distorcem o livre comércio. O fim do Simples Nacional também é uma possibilidade.

Confira as dicas de Giovani Mainhardt para se preparar para as mudanças:

O impacto financeiro não será imediato

O impacto financeiro será sentido pelo empreendedor de modo gradual, já que a transição com objetivo de diminuir os tributos individuais sobre uma base maior de contribuintes deve durar cerca de dez anos.

Mantenha-se informado

Para construir um planejamento eficiente, fique atento a todas as discussões para não ser pego de surpresa. Isso inclui consumir notícias de diversas fontes confiáveis, como veículos da grande mídia e portais do governo, e entender o enquadramento da empresa e as consequências diretas que devem recair sobre ela.

Invista em uma assessoria tributária

O efeito das alterações será sentido sobre as políticas de compra, venda, competitividade e custos. Para garantir o sucesso do planejamento, é importante contar com especialistas que saibam interpretar o que pode acontecer futuramente e os impactos sobre o negócio, de forma a criar um roteiro de ações para potencializar ganhos e reduzir perdas.

Contrate um ERP

Um Sistema de Gestão Empresarial (ERP) facilita as mudanças internas, como alterações de cálculos e unificações e exclusões de impostos, já que centraliza processos administrativos e oferece integrações automáticas que minimizam a possibilidade de erros.

Adeque os valores de produtos e serviços

Adeque a precificação de seus produtos e serviços levando em consideração a influência que a mudança da carga tributária terá sobre os custos – caso contrário, pode haver uma queda na competitividade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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