Governo brasileiro quer avançar 10 posições no ranking global de competitividade, no período de três anos

Governo brasileiro quer avançar 10 posições no ranking global de competitividade, no período de três anos

O governo brasileiro estabeleceu como meta avançar 10 posições no ranking global de competitividade até 2022. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, pelo secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa. O secretário participou da reunião do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), em São Paulo. Segundo ele, o governo se baseará no ranking de competitividade e também no Índice Global de Inovação (IGI), do qual a CNI é parceira, para aprimorar políticas estratégicas para o setor. Segundo o ranking, divulgado no último dia 24, o Brasil caiu da 64ª para a 66ª posição entre 129 países. Já o Relatório Global de Competitividade, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, aponta o Brasil na 72ª colocação, entre 140 países.

De acordo com Carlos da Costa, existem alternativas para a área de Inovação, como o investimento financeiro de startups pelo Inovativa e o Brasil Mais Produtivo. “São programas que se provaram eficazes e queremos levar para 300 mil empresas brasileiras práticas de gestão e inovação”, ressaltou Costa. “Inovar não é papel apenas de grandes empresas, mas de todos aqueles que buscam desenvolver um negócio”, enfatizou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. “Os empreendedores têm papel fundamental no esforço coletivo de tornar o Brasil um país reconhecido no mundo como inovador”, acrescentou.

Segundo o Índice Global de Inovação, países da Europa ocupam sete das dez primeiras colocações. Na 55ª posição, o Chile é o país mais bem colocado entre as 19 economias da América Latina analisadas neste ano. O ranking geral é liderado pela Suíça. Para o presidente da CNI, Robson Andrade, a união entre governo e a classe empresarial é fundamental para o desenvolvimento tecnológico: “O debate é indispensável, sobretudo no momento em que as reformas estruturais começam a avançar, sendo fundamentais para a estabilização das finanças públicas”, ressaltou o presidente da CNI.

Uma das deficiências brasileiras apontadas pelo estudo está na dificuldade de abrir uma empresa. O país ocupa a 106ª posição nesta avaliação. Para agilizar a abertura de novos negócios, o Sebrae, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, lançou o Programa Empreenda Rápido para empreendedores paulistas em busca de orientação, capacitação e crédito para abrir o próprio negócio. Com o Empreenda Rápido o tempo de abertura de empresas em São Paulo caiu para um único dia.

Entre as iniciativas apresentadas no encontro para melhorar a posição do Brasil em avaliações internacionais está a difusão da chamada Lei do Bem, que oferece incentivos fiscais a empresas que investem em inovação. “Em 2018, 1,4 mil empresas usaram a lei. Este ano, já contamos 1,8 mil empresas beneficiadas”, afirmou Paulo Alvim, Secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

A Mobilização Empresarial pela Inovação reúne mais de 200 representantes de empresas, associações de classe e governo que realizam encontros periódicos para debater caminhos que potencializem a inovação no setor empresarial brasileiro. Coordenada pelas Federações das Indústrias, a MEI conta com 25 núcleos estaduais de inovação com parceria das entidades regionais do Sistema Indústria e Sebrae.

Crédito da foto – Gustavo Morita.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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