O preço do seu produto está igual ao da concorrência? Como ter certeza do preço certo?

O preço do seu produto está igual ao da concorrência? Como ter certeza do preço certo?

É comum ver empresários que consideram o preço do seu serviço ou produto com base na média de preço da concorrência, sob a alegação de que se cobrar mais caro não vende e se cobrar mais barato tem prejuízo. Mas isso pode se tornar a médio e longo prazo um erro fatal na gestão financeira, gerando desequilíbrio no fluxo de caixa da empresa, considerando que o preço de venda da concorrência está baseado em custos e despesas alheios ao negócio.

Esta situação de desequilíbrio de fluxo de caixa é perceptível quando o que se arrecada em vendas é suficiente somente para pagar as contas do mês ou às vezes, nem isso. Esse é um erro recorrente, afinal a área financeira pode não ser a especialidade do empresário. Para que a empresa passe a lucrar e não apenas fechar as contas, sem dúvida deve-se adotar critérios mais concretos para precificar.

“A operação de venda é a porta de entrada de recursos financeiros na empresa, portanto ela deve ser tratada com muita atenção e conhecimento profundo de todos os custos e despesas que a envolvem, pois o preço final correto deve ser suficiente para pagar o custo variável e impostos, uma parte dos custos fixos e o tão sonhado lucro, explica Núbia Dutra, consultora financeira da P+ Assessoria e Gestão Financeira.

Sentença de morte

Precificar sem considerar seus custos pode significar uma sentença de morte para seu negócio, onde há uma necessidade constante de aumento nas vendas, consequentemente haverá aumento nos custos de produção/prestação de serviços, mas o caixa da empresa não se recupera ou até mesmo piora a situação com o aumento de gastos. alerta Núbia.

Por isso, a recomendação é que se faça uma análise das finanças da empresa, e partir desta identificação de custos, despesas e necessidades financeiras se elabore uma forma sistemática de precificar, garantindo que nada passe despercebido e não haja erro no fim da operação.

“Algumas dicas são: nunca deixar as despesas fixas fora dos cálculos, considerar impostos e taxas de pagamentos, além de, é claro, estabelecer a margem de lucro. Precificar de forma correta é um dos fatores que contribuem para a saúde e sustentabilidade financeira da empresa.”, conta Simone Teixeira, também consultora financeira da P+ Assessoria e Gestão Financeira.

Com a assessoria financeira é possível realmente conhecer o empresário, a empresa, seu gastos e suas necessidades financeiras, além de reconhecer os gargalos para desenvolver estratégias na medida certa que levarão sua empresa a se tornar lucrativa e de sucesso.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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