Minimercados e lojas de nicho são segmentos em alta no país

Minimercados e lojas de nicho são segmentos em alta no país

No fim do ano passado, durante o 2º Simpósio de Varejo e Shopping, realizado pela Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) em Punta Del Este, no Uruguai, a diretora de Varejo e Shopping do Ibope Inteligência, Márcia Sola, apontou a especialização do varejo como uma das cinco principais tendências de consumo que devem se consolidar até 2022. “O futuro é o mercado de nicho, o varejo especializado.”

Sua profecia não poderia ser mais certeira: em um mundo onde o ponto de venda físico se torna um local de experiências, conhecer profundamente os produtos e realizar uma venda consultiva é fundamental. É desta forma que os varejos especializados – com equipes que atuam como consultores e ajudam o consumidor a realizar a melhor compra – tem tido uma grande aceitação e expansão.

Expansão dos minimercados

Outra tendência, observada de forma mais empírica, é a expansão dos minimercados, onde donos e clientes se conhecem pelo nome, perguntam “como vai a família?” e até brincam um com outro sobre os jogos dos respectivos times no domingo. A praticidade, a agilidade e a proxi­midade são trunfos tanto das lojas especializadas como dos mercadinhos de bairro, que crescem a cada ano. Só no Estado de São Paulo, o número de mercadinhos saltou 62,6% em quatro anos – de 13,9 mil em 2014 para 22,6 mil em 2018.

Neste cenário, empresas que conseguem aliar características das duas tendências – a especialização das lojas de nicho e a praticidade dos minimercados – estão se dando bem. Rede de franquias de produtos de limpeza com sede em Joinville (SC), a Ecoville já conta com centenas de unidades no país – o salto para o sucesso veio com a abertura no sistema de franchising, em 2015.

Para se ter uma ideia, neste ano, o estande da Ecoville recebeu cerca de 5 mil pessoas interessadas em conhecer mais o negócio durante a Expo ABF, maior feira de franquias do país, realizada em junho, em São Paulo. De 2018 para 2019 a rede cresceu 93% com o número de franquias vendidas e possui uma média de 15 inaugurações por mês de novas unidades.

Outro caso emblemático desta combinação de características em alta no varejo é a marca Swift, da JBS. Em 2018, a acelerada expansão de lojas da marca incomodou varejistas e supermercadistas, que decidiram questionar a processadora de carnes a respeito de sua atuação direta no comércio. Após receber reclamações de seus membros, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) interpelou a JBS, que, no entanto, não desistiu da estratégia de comercializar ela própria seus produtos diretamente com o consumidor – além, claro, de seguir vendendo aos varejistas.

Da mesma forma, a especialização vem sendo um dos pontos fortes da Grand Cru, fundada há 15 anos na Argentina e hoje considerada a maior importadora e distribuidora especializada em vinhos de qualidade da América Latina. No total, em mais de 65 pontos-de-venda espalhados de Norte a Sul do país, a empresa oferece mais de 2 mil rótulos do mundo todo. Mesmo em meio à crise econômica nacional, o desempenho econômico mostra que a Grand Cru está no caminho certo, com crescimento de médio 30% ao ano.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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