Cenário de fusões e aquisições será tímido no Brasil em 2020

Cenário de fusões e aquisições será tímido no Brasil em 2020

Uma pesquisa global realizada pelo escritório Baker McKenzie e Oxford Economics, em cooperação estratégica com Trench Rossi Watanabe, aponta o ano de 2020 como ainda tímido em relação ao volume de fusões e aquisições e ofertas públicas iniciais de ações no Brasil. A previsão é de redução de aproximadamente 9% em fusões e aquisições no período em relação a 2019. Em termos de valor, a movimentação representará uma queda de US$ 40,4 bilhões nesse ano para R$ 37 bilhões no ano que vem. No que se refere a IPOs, o estudo indica redução de 32% em valores negociados, saindo de US$ 1,46 bilhão em 2019 para US$ 1 bilhão em 2020.

De acordo com Lara Schwartzmann, sócia do Trench Rossi Watanabe, “a expectativa de aprovação de importantes reformas para endereçar o déficit fiscal e propiciar um ambiente de negócios mais favorável no país vem impactando positivamente as transações no Brasil. Contudo, as turbulências políticas e econômicas pelas quais os países da América Latina passam afetaram a decisão de investidores estrangeiros que buscavam evitar os riscos de investir no mercado nacional”, comenta.

A advogada explica, ainda, que o estudo não considera alguns IPOs de companhias brasileiras em andamento, o que aumentaria os índices da pesquisa e mostraria uma movimentação mais favorável.

A pesquisa, no entanto, revela um cenário mais promissor no biênio 2021-22, com a expectativa de recuperação econômica no país em que o valor das fusões e aquisições deve superar, respectivamente, os US$ 40 bilhões e os US$ 47 bilhões. “A tendência é que a economia brasileira se recupere gradativamente conforme importantes reformas, como a da previdência e subsequentemente a tributária, sejam aprovadas, refletindo em um aumento a curto e médio prazo no volume das transações”, afirma Lara.

Transações caem globalmente

O estudo também aponta que é esperada uma queda nas fusões e aquisições em todo mundo. A média global de redução de 2019 para 2020 em fusões e aquisições é estimada em 25% — variação de US$ 2,8 trilhões para US$ 2,1 trilhões. Os IPOs também sofrerão impacto importante no período, uma queda de 23%, indo de US$ 152 bilhões para US$ 116 bilhões, se descontados os efeitos da potencial listagem da Saudi Aramco, que representará um grande volume financeiro, porém pontual.

Segundo Lara, “os principais motivos para esse cenário são as incertezas advindas da guerra comercial entre EUA e China, e uma economia global em desaceleração. No entanto, as operações de fusões, aquisições e IPOs continuam sendo uma importante estratégia de crescimento para empresas globalmente e esperamos que as condições econômicas melhorem a partir de 2021”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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