Reforma da consciência previdenciária

Reforma da consciência previdenciária
Leandro Menincá.

Em meio às discussões e reações relativas à reforma da previdência, imposta pelo rombo do sistema e a crise fiscal do Estado e contestada por representantes dos trabalhadores e servidores públicos, há uma questão paralela muito importante, mas ignorada em todos os debates e discussões sobre o tema: a ausência no Brasil de uma cultura de poupar para o futuro.

Seria oportuno que o trâmite da reforma contribuísse para desenvolver essa nova consciência em nossa sociedade. Isso não significa abdicar da previdência oficial, que, bem ou mal, garante um provento mínimo às pessoas. Tais ganhos, porém, a exemplo do que já ocorreu em outros países, tendem a diminuir e/ou a demorar mais anos para passarem a ser pagos, considerando o aumento da idade/tempo de contribuição para a conquista do benefício.

Por isso, é fundamental que as pessoas tenham uma fonte de renda que lhes propicie, na reta final de suas carreiras e, depois, na aposentadoria, manter um padrão de vida semelhante ao que tinham em seu período de atividade profissional. Constituir esse patrimônio é algo ainda incipiente em nosso país, principalmente se compararmos com o que ocorre em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, é muito forte a cultura de poupança/previdência. Lá, a compra de ações ao longo da vida é a forma mais utilizada pelos cidadãos para terem autonomia e não dependerem da previdência oficial no futuro.

Constituir um patrimônio financeiro de acordo com as possibilidades de cada indivíduo, que se somará no futuro com os proventos da Previdência, garantindo uma aposentadoria mais tranquila, é uma atitude menos difícil do que parece e que pode ser iniciada em qualquer tempo, embora quanto mais cedo melhor.

As alternativas são múltiplas, desde fundos de ações, como ocorre em maior escala entre os trabalhadores norte-americanos, renda fixa, commodities agrícolas e financeiras, fundos de investimentos e imobiliários. Sobre estes últimos cabe uma observação: atendem à expectativa de muitas pessoas quanto à segurança propiciada por imóveis, mas sem as desvantagens de administrar aluguéis, contratos e negociações com inquilinos, que muitas vezes causam desconforto às pessoas da Terceira Idade.

Recente pesquisa do Instituto Axxus, startup de alta tecnologia, incubada na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em parceria com a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), mostrou que 80% dos trabalhadores brasileiros não poupam para realizar qualquer forma de investimento. Está na hora de mudar essa cultura, com a reforma da consciência previdenciária dos cidadãos.

O artigo foi escrito por Leandro Benincá, que é palestrante, empreendedor e responsável pela área de educação financeira da Messem Investimentos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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