Ainda dá tempo para os lojistas se prepararem para a Black Friday que projeta 10 milhões de pedidos em apenas 24 horas

Estamos nos aproximando da Black Friday, que é a data mais importante do ano para a área do comércio eletrônico. Segundo projeções de empresas de pesquisa, são esperados em um único dia mais de 10 milhões de pedidos pela internet, no valor de quase R$ 3,5 bilhões. Além disso, 95% dos consumidores brasileiros pretendem fazer compras durante o evento, que acontece no dia 29 de novembro próximo.
Mas, se os números aqui são animadores, o que me impressionou mesmo foram os negócios na Black Friday Chinesa, que em terras orientais se chama o Dia dos Solteiros, e ocorreu na última segunda-feira. Criada em 1993 por um grupo de estudantes da Universidade de Nanquim, a comemoração funciona como uma alternativa ao Dia dos Namorados. Somente as duas gigantes do e-commerce chinês, faturaram juntas quase US$ 70 bilhões em 24 horas. Para se ter uma ideia, este valor é maior que o PIB anual de países como o Uruguai, Paraguai, Líbia e Luxemburgo.
Talvez um dia, o volume de vendas da Black Friday brasileira se aproxime da dos chineses, mas enquanto não isso acontece, o Sebrae preparou uma cartilha para os nossos lojistas, principalmente os de pequeno porte, visando identificar quais os produtos que poderão ter suas margens reduzidas e como trabalhar o mix da loja para aumentar o ticket médio dos consumidores.
Como ponto de partida, os lojistas devem pesquisar os itens preferidos pelos clientes e definir o mix de produtos ofertados. A campanha com o parceiro tecnológico deve estar alinhada, com o site da empresa preparado para picos de acesso. Agora, muito cuidado com o tamanho dos descontos para não comprometer a saúde financeira da empresa.
Outra dica do Sebrae é que para impulsionar as vendas online, o site com as ofertas da loja deve estar atualizado e o preenchimento dos pedidos deve ser facilitado. Então é importante disponibilizar meios seguros de pagamento, deixar clara a política de troca e devolução e informar o estoque disponível. Em se tratando de loja física, a equipe deve ser treinada e os produtos devem ser separados por categorias, tamanhos e preços. No caso da vitrine, ela deve ser montada de acordo com o público que se pretende conquistar. Uma vitrine adequada pode aumentar as vendas em até 30%.
Outra dica do Sebrae para potencializar a queima de estoque é expor as ofertas mais atraentes à direita, pois é o primeiro lado que o consumidor bate o olho. Já para incentivar as compras por impulso é bom montar pacotes promocionais oferecendo vários itens por um só preço e aproveitar a Black Friday para coletar dados e ampliar o cadastro para envio de mala direta.
Por fim, um dado animador é que desde 2016, a Black Friday no Brasil ultrapassou o Natal em faturamento no mercado de bens duráveis.
Mirian Gasparin








