Quando máquinas fazem tudo, muitas pessoas se perguntam: o que faremos?

Quando máquinas fazem tudo, muitas pessoas se perguntam: o que faremos?

Quando as máquinas fazem tudo, nos perguntamos: o que faremos? Que trabalho sobrará para as pessoas? Como vamos ganhar a vida quando as máquinas são mais baratas, rápidas e inteligentes do que nós? Máquinas que não fazem pausas ou tiram férias, não ficam doentes e não se importam sobre conversar com seus colegas sobre o jogo de ontem à noite? Para muitas pessoas, o futuro do trabalho se parece com um lugar sombrio.

O fato é que, no futuro, o trabalho mudará, mas não desaparecerá. Muitos trabalhadores terão dificuldade para se ajustar ao desaparecimento do trabalho que compreendem e encontrarão dificuldade em prosperar com o trabalho que não entendem. Torcer por transformações – que é o que o futuro do trabalho reserva para todos nós – nunca é fácil.

A preocupação com um futuro desempregado nunca foi tão grande. Aparentemente todos os dias, um líder acadêmico, pesquisador ou profissional da área de tecnologia sugere que em um mundo de automação e inteligência artificial (IA), os trabalhadores serão cada vez mais um excedente para o que as empresas precisam. Embora plausível, essa visão do futuro não é uma verdade absoluta. Aliás, vejo essa tendência com um olhar otimista. Alguns fatos sustentam minha teoria:

O trabalho sempre mudou. Poucos trabalhadores hoje ganham a vida como operador de telégrafo, ascensorista ou cobrador de ônibus ou pedágio. No entanto, essas profissões empregaram milhares de pessoas no passado.

Muitos trabalhos atuais são maçantes ou perigosos. Milhões de pessoas ao redor do mundo trabalham desmotivadas ou têm um risco elevado em sua atividade. Ao invés de tentar manter as pessoas nesses empregos, devemos empregar as máquinas e liberá-las para fazer algo mais gratificante, mais agradável, mais lucrativo.

Máquinas precisam do homem. As máquinas podem fazer mais, mas há sempre mais a fazer. Pode uma máquina (em seu software ou forma de hardware) criar-se, formar o próprio mercado, vender-se? Entregar-se? Alimentar-se? Limpar-se? Consertar a si mesma? As máquinas são ferramentas, e as ferramentas precisam ser utilizadas. Por pessoas. Imaginar o contrário é cair no reino da extrapolação e da ficção científica.

O Centro para o Futuro do Trabalho (Center for Future of Work – CFOW) da Cognizant busca identificar e analisar as principais tendências do mercado de trabalho em resposta ao surgimento de novas tecnologias e práticas de negócios no futuro das profissões, para os próximos 5 a 10 anos. Esse centro não é um lugar físico, e sim um grupo multidisciplinar que envolve pessoas de diferentes áreas da empresa focadas no futuro do trabalho. Trabalho este que nós não compreendemos completamente ainda e não é adequado para os nossos pais ou para nós mesmos, mas vai parecer ridículo para nossos filhos.

O artigo foi escrito por Roberto Wik (foto), que é diretor de Indústria e Varejo da Cognizant na América Latina.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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