Filas de clientes nos caixas são um problema para grandes e pequenos negócios

Filas de clientes nos caixas são um problema para grandes e pequenos negócios

Desistir de uma compra ou de pagar uma conta depois de se deparar com uma fila enorme de pessoas no caixa é o que mais acontece nos dias atuais. Aliás, as filas de consumidores são muito comuns em alguns segmentos como lojas de departamentos, supermercados, farmácias, restaurantes e lotéricas.

E o que dá para se afirmar, é que as filas não são um problema específico de grandes negócios. Nas pequenas lojas, que trabalham apenas com um caixa, que na maioria das vezes é o próprio dono do estabelecimento, a fila é ainda mais preocupante.  

Um estudo denominado “Porque nós não vamos esperar”, realizado por uma indústria dos Estados Unidos, mostrou algumas estatísticas que todo empresário ou dirigente de negócio deve ficar atento. Só para se ter uma ideia, entre 80% e 90% dos clientes ouvidos na pesquisa disseram que mudariam de rede varejista somente para ter filas menores.

Outro dado importante e que chama atenção, é que após 5 minutos numa fila a percepção de tempo de espera do cliente é 2 vezes maior que o tempo real, e isso impacta consideravelmente a experiência com a marca. Também está constatado que os clientes têm a tendência a abandonar uma fila após 3 minutos se ela não estiver andando rápido o suficiente.

Felizmente, muitos lojistas têm se preocupado em resolver esse problema. Outro dia fui pagar um medicamento em uma farmácia do litoral catarinense, que trabalha com quatro caixas. Esta farmácia de porte médio e que tem muitos concorrentes ao seu redor, adotou o sistema em que o cliente pega uma senha e pode ficar sentado, enquanto espera ser chamado. Achei interessante.

O primeiro passo para quem quer resolver o problema das filas nos caixas e antes de adotar qualquer estratégia, é compreender o fluxo de pessoas no estabelecimento. A utilização de sistemas de relacionamento é muito importante, pois é através dele que se consegue saber quantas pessoas circulam diariamente no local, qual o período onde há um número maior de procura e qual é o tempo médio de espera.

Com essas informações em mãos é possível entender a rotina da loja e tomar medidas que melhorem o processo de atendimento.

Mas, dependendo do segmento do negócio, outra sugestão é investir em novas opções logísticas. Acontece que muitas das filas em bancos, lojas de departamento e supermercado, por exemplo, são formadas por pessoas que desejam pagar uma conta. Se for criada uma área só para essa finalidade, ou ainda, serem disponibilizadas opções como aplicativos ou débito automático com benefícios extras, as filas podem ser minimizadas.

Já no caso de restaurantes, oferecer uma opção de delivery é uma saída que além de cômoda, também colabora com a diminuição das filas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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