Novos estímulos na China impulsionam mercados
Após uma semana volátil, mas ligeiramente positiva para o Ibovespa (veja aqui), mercados internacionais iniciam a segunda-feira (17) no campo positivo. Bolsas na China fecharam em forte alta, enquanto Europa e futuros nos EUA seguem de lado em meio ao feriado nacional para homenagear o Dia dos Presidentes americanos hoje. Na sexta-feira passada, pela primeira vez em 4 semanas, a bolsa americana fechou em território positivo, atingindo nova máxima histórica em 3.380 pontos, com destaque para as ações de empresas de crescimento versus aquelas de valuation atrativo.
O Banco do Povo da China (PBoC) reduziu nesta segunda (17) o juro de uma linha de crédito de médio prazo, que oferece empréstimos de um ano, de 3,25% para 3,15%, a fim de injetar liquidez no sistema financeiro para ajudar a economia a contornar a epidemia de coronavírus. A decisão pode abrir caminho para o PBoC cortar os juros de suas principais taxas de referência, que serão redefinidas na noite de quarta-feira (19).
Com relação ao coronavírus, segundo a China Global Television Network (CGTN), o número de casos confirmados soma 71.220 com 1.767 mortes na China. Vale ressaltar que os dados do último domingo confirmaram a tendência de redução do número de novos casos no país.
No Brasil, a equipe econômica decidiu segurar a aprovação de novos concursos públicos até que a reforma administrativa seja aprovada. Como um grande número de pedidos de aposentadoria está previsto para acontecer neste e nos próximos anos, a ideia do governo é que as próprias categorias aceitem a reforma, para que possam voltar a contar com a criação de novas vagas. De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, a reforma deve ser enviada ao Congresso Nacional nas próximas semanas.
Na agenda de indicadores econômicos, os destaques da semana serão o IPCA-15 de fevereiro, que será divulgado na próxima quinta-feira, e os dados do mercado de trabalho formal brasileiro. Os indicadores devem trazer sinalizações adicionais quanto ao que podemos esperar das próximas decisões de juros do BC. Por enquanto, continuamos acreditando que a taxa Selic será mantida em 4,25% ao ano até o primeiro trimestre de 2021, mas que o mercado provavelmente pressionará por um corte extra de 0,25% no curto prazo se a inflação continuar bem ancorada e a atividade econômica continuar desacelerando.
No campo corporativo, a temporada de resultados do quarto trimestre de 2019 ganha força nesta semana com cerca de 30 balanços, em especial a Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3). Ainda no tema de resultados, a Cosan divulgou os números do 4T19. Temos uma avaliação ligeiramente negativa dos resultados, dado que o EBITDA ajustado não atingiu nossa estimativa nem a do consenso. Por outro lado, temos uma avaliação positiva dos resultados de algumas divisões como Raízen Combustíveis Brasil e Raízen Argentina (acesse aqui). Mantemos nossa recomendação de Compra nas ações da Cosan (CSAN3), com preço-alvo de R$83/ação.
Por fim, o Grupo Carrefour Brasil (CRFB3) anunciou a aquisição de 30 lojas e 14 postos de combustível do Makro Atacadista por R$ 1,95 bilhão. Esperamos uma reação levemente positiva para as ações do Carrefour, dado que estimamos um impacto relativamente pequeno no lucro líquido da companhia.
A análise foi feita nesta segunda-feira (17) por analistas da XP Investimentos.








