Economia colaborativa: o que é e como ela pode ajudar?

Economia colaborativa: o que é e como ela pode ajudar?

Dar carona, emprestar uma ferramenta, alugar um apartamento para temporada, passear com o cachorro do vizinho, vender pela internet uma roupa que já não se usa mais.

Esses são alguns exemplos da economia colaborativa, uma forma nem tão nova de negócio que tem ganhado força nos últimos tempos, especialmente com as facilitações da tecnologia.

A economia colaborativa consiste na compra, venda, troca, empréstimo e concessão de produtos e serviços, de pessoa para pessoa. O objetivo é permitir maior e melhor aproveitamento dos recursos já disponíveis, garantindo preços mais baixos para o consumidor, ganho extra para quem oferta, além de uso mais consciente e sustentável daquilo que já possuímos.

Com a criação de aplicativos e plataformas desse tipo, a economia colaborativa, também conhecida como economia compartilhada, vem se tornando cada vez mais uma opção de renda em tempos de crise.

Há vários meios de embarcar no setor e tanto ganhar dinheiro quanto ajudar o próximo e ser ajudado. Aplicativos de transporte particular, aluguel de cômodos, venda de produtos usados e até de venda de milhas aéreas são boas alternativas para quem quer obter renda extra com o que já tem, além de promover o consumo consciente e sustentável.

Uber

Vamos começar pelo app que já entrou na rotina dos brasileiros. O Uber é um aplicativo de transporte particular de passageiros que utiliza veículos de que os motoristas já dispõem para levar e trazer pessoas que estão sem carro ou preferem não dirigir.

O motorista colabora com o passageiro, levando a um lugar por um preço mais baixo e o passageiro ajuda o motorista, pagando por uma corrida que não aconteceria se o carro ficasse ocioso, parado na garagem.

Na economia colaborativa, os ganhos são sempre duplos e ela só se fortalece quando os dois lados percebem que há vantagens.

Airbnb

Um dos ramos mais antigos do mundo é o imobiliário e alugar casas e apartamento por temporada está longe de ser uma novidade.

Porém, a plataforma Airbnb tornou todo o processo muito menos burocrático, bastante seguro e sem as inconveniências de se negociar, pagar e receber diretamente com o dono do imóvel ou com o hóspede.

Funcionando como um intermediário entre quem tem um cômodo ou um apartamento vaga para aluguel de temporada, o Airbnb revolucionou o ramo da hospedagem e permitiu que pessoas comuns que não imaginavam poder alugar espaços ou lares completos ganhar dinheiro extra com os imóveis que já possuíam.

Da mesma forma, a plataforma auxiliou quem buscava por hospedagens baratas, já que os custos são bem menores do que na rede hoteleira tradicional.

MaxMilhas

A MaxMilhas é a plataforma pioneira no Brasil em venda de milhas de pessoas para pessoas. E também funciona intermediando a negociação de pontos de milhagem de forma segura tanto para quem vende quanto para quem compra.

Quem tem milhas para vender entra na plataforma ou no aplicativo da MaxMilhas, informando de quantas milhas dispõe e quanto quer receber por elas.

Quando um comprador interessado na compra de uma passagem aparece, a plataforma intermedeia toda a operação, de forma que vendedor e comprador não precisam compartilhar entre si dados pessoais, bancários, senhas, nem lidar com dinheiro de forma direta.

A colaboração funciona da seguinte forma: quem tem milhas acumuladas e não sabe o que fazer com elas, pode vendê-las para quem quer viajar, comprando passagens a preços promocionais, usando milhas, mesmo sem possuí-las.

Enjoei

O Enjoei é um site e aplicativo destinados a pessoas que tem alguma peça de roupa que não usa mais, mas que pode servir para outra pessoa.

A plataforma aposta na slow fashion – uma categoria dos negócios de moda que acredita que as roupas podem durar mais do que poucas estações – para tanto estimular a venda de roupas usadas quanto na compra de peças dos outros por preços mais baixos.

A negociação também é toda realizada pelo Enjoei, de forma que paga-se e recebe-se online pelas roupas.

O avanço tem sido tão grande que, atualmente, nem só de roupas de moda o Enjoei vive. O app vende também móveis, itens de tecnologia, smartphones e gadjets, artefatos para gamers, eletrodomésticos, itens de cozinha, livros e mais uma infinidade de produtos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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