Aumenta demanda de mulheres para contrato temporário de trabalho

Aumenta demanda de mulheres para contrato temporário de trabalho

O trabalho temporário teve um importante crescimento no fim de 2019 em todo o país e especialmente no Paraná. De acordo com os dados da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), foram firmados quase 37 mil contratos temporários ao longo do ano. No ano de 2020 esse número deve ser ainda maior.

O crescimento na contratação de trabalhadoras temporárias é uma realidade cada vez mais frequente, antigamente reservada para as funções de secretaria e operadoras de telemarketing. Hoje já se admite a mulher trabalhando ao lado do homem na mesma modalidade de contrato, nas atividades de chão de fábrica e safra agrícola.

Recentemente o Pleno do Tribunal Superior do Trabalho (TST) firmou entendimento de que as trabalhadoras temporárias não terão o direito à estabilidade da gestante, o que impulsionará a contratação. Os empresários voltaram a ter respaldo jurídico para admitir mulheres e respaldo social para oferecer as mesmas condições de trabalho para elas em ambientes antes exclusivamente masculino.

Outro fator positivo à contratação feminina é que elas levam ao menor índice de rotatividade e aceitam com mais facilidade as normativas de Segurança no Trabalho.

“Quando analisamos um cenário de 5 a 10 anos, percebemos que a tendência da contratação da mão de obra feminina tende a ser priorizada pela característica do trabalho temporário, que visa suprir a empresa em até 180 dias das mesmas tarefas que já existem. Nesse contexto, a mulher tem a capacidade de reproduzir as tarefas rotineiras e, por isso, é selecionada”, explica o vice-presidente da Asserttem e presidente do Grupo Employer, Marcos de Abreu.

Em outubro de 2019 foi assinado pelo presidente Bolsonaro o Decreto do Trabalho Temporário 10.060/2019 que atualizou os entendimentos jurídicos desta modalidade, criada em 1974 durante o governo militar. A equiparação salarial, as mesmas condições de trabalho e de benefícios como vale-refeição são alguns temas esclarecidos pelo documento.

Na última década, a justiça do trabalho considerava o contrato de trabalho temporário como uma precarização do emprego. Nessa época, o volume de mão de obra feminino não passava de 20% do efetivo masculino. Abreu estima que no momento, a quantidade de mulheres no trabalho temporário aproxima-se de 40%. ”Algumas características femininas contribuem para esse crescimento. As mulheres costumam respeitar mais as normas, são menos voláteis e são mais cuidadosas em relação aos riscos”, afirma.

As mulheres interessadas em trabalho temporário devem procurar as agências credenciadas pelo Governo Federal, no site da Asserttem – Associação Brasileira do Trabalho Temporário: www.asserttem.org.br

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *