Impactos do coronavírus no agronegócio e na inadimplência

Impactos do coronavírus no agronegócio e na inadimplência

O ano de 2020 não passou do primeiro semestre e já deixa impactos na economia. A crise da pandemia do coronavírus está causando grandes prejuízos no setor econômico, na saúde, no comércio e é claro, no agronegócio. Os danos causados na agricultura já são notáveis, e os fechamentos de comércio, empresas e eventos já preocupam os produtores e financiadores.

De acordo com um balanço divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na última semana do mês de março, houve queda nas exportações de frutas devido ao cancelamento de grande parte dos voos internacionais, uma das principais formas de transporte da produção para o mercado externo. Diante desse cenário, alguns produtores já começam a registrar um amargo prejuízo e dificilmente as exportações de frutas de 2020 chegarão a 980 mil toneladas, conforme aconteceu no ano passado, segundo dados da Abrafrutas.

Vou citar um pouco sobre os impactos atuais causados pelo novo coronavírus. O fechamento de estabelecimentos comerciais, como hortifrutis e feiras livres, reduziu a procura por frutas, verduras e hortaliças. Muitos produtores tiveram que descartar produtos por não ter a demanda costumeira para compra. O mesmo acontece com o mercado de flores, que prevê falência de 66% dos produtores por conta de fechamento de eventos e estabelecimentos.

O que acontece é uma cadeia de impactos. Temos a suspensão drástica de distribuição por vias aéreas, o que reduz a venda interna de produtos como frutas e legumes e tem influência da alta do dólar na compra de insumos.

Claro que todo esse processo afeta na inadimplência do mercado. Tanto produtores como financiadores vivem com incertezas. A queda de preço, os problemas com escoamento e a alta dos insumos pode reduzir a rentabilidade do produtor e ampliar o endividamento. De acordo com os especialistas, a inadimplência pode se fortalecer a partir de maio. Ou seja, a inadimplência que já é crescente poderá se agravar daqui a cerca de um mês.

Diante desse cenário, é importante que os financiadores tenham o máximo de conhecimento sobre as lavouras e real potencial de pagamento por parte dos produtores. Sabendo das dificuldades existentes, o credor pode chegar antes e oferecer, por exemplo, um desconto no pagamento para conseguir receber ainda no ciclo da safra.

O artigo foi escrito por João Paulo Torres, que é sócio-diretor da TerraMagna, Ag Tech que usa sistema de satélites e inteligência artificial para fazer a gestão de colateral agrícola e eliminar a inadimplência em operações a prazo safra.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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