Confiança da Construção recua e tem menor valor desde início da série histórica

Confiança da Construção recua e tem menor valor desde início da série histórica

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, recuou 25,8 pontos em abril, atingindo 65,0 pontos. Essa é a maior queda mensal e o menor valor do índice desde o início da série histórica.

“Em abril, houve uma piora abrupta e sem precedentes no ambiente de negócios da construção: os empresários apontaram redução em suas carteiras de contrato, mais dificuldade no acesso ao crédito e queda da atividade. As perspectivas de queda na demanda nos próximos meses derrubaram o otimismo empresarial dos primeiros meses do ano. Vale notar que nem no pior momento da crise de 2014-2018 que reduziu em 30% o PIB setorial, os empresários se mostraram tão pessimistas. Essa percepção negativa dos empresários não poupou nenhum segmento da construção”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

Reflexo

A forte queda do ICST em abril é reflexo da piora da percepção dos empresários principalmente em relação às expectativas para os próximos três e seis meses. O Índice de Expectativas (IE-CST) apresentou retração de 35,6 pontos, para 59,9 pontos, o menor valor da série histórica.

O indicador de demanda prevista apresentou queda de 37,6 pontos, para 58,5 pontos, enquanto o indicador de tendência dos negócios para os próximos seis meses caiu 33,2 pontos, para 61,6 pontos. Ambos os indicadores atingiram o seu mínimo histórico.

Em relação ao momento presente, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) cedeu 15,4 pontos, alcançando 70,9 pontos, o menor valor desde junho de 2018 (70,8 pontos). O indicador de situação atual dos negócios, que mais contribuiu para o resultado do índice, apresentou queda de 21,5 pontos, para 66,2 pontos, o menor valor desde junho de 2017 (65,8 pontos). Já o indicador de carteira de contratos recuou 9,3 pontos, para 75,8 pontos, o menor valor desde setembro de 2019 (75,1 pontos).

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor apresentou recuo de 12,0 pontos percentuais (p.p.), para 57,6%, menor valor da série histórica. Neste mês, tanto o NUCI de Mão de Obra quanto de Máquinas e Equipamentos contribuíram para o resultado, já que ambos cederam 12,1 p.p. e 10,8 p.p. respectivamente.

Emprego

Com o aumento do pessimismo relativo à demanda futura, a intenção de contratar dos empresários da construção também foi bastante afetada. O Indicador de Emprego Previsto (EP) caiu 33 pontos na comparação com março com ajuste sazonal. “Em grande parte dos estados, a construção foi considerada atividade essencial e por isso não sofreu paralisação, assim a forte queda do Indicador de EP parece mais relacionada ao adiamento de projetos”, avaliou Ana Castelo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *