Paulo Guedes quer segurar crise financeira com reforma tributária

Paulo Guedes quer segurar crise financeira com reforma tributária

Com a pauta da Reforma Tributária sendo cada vez mais discutida, é normal surgirem inúmeras especulações sobre o seu conteúdo. Segundo o Ministro da Economia, Paulo Guedes, a primeira fase da proposta será apresentada nesta terça-feira (21), trazendo a unificação do PIS e da Cofins, o que dará origem a um imposto sobre o valor adicionado, tendo o nome de Contribuição sobre Bens de Serviço (CBS). Além disso, o plano consiste na criação de um tributo sobre as transações digitais, com o nome de Contribuição sobre Pagamentos (CP). Segundo estudos do Ministério, para a nova CPMF consideram uma alíquota de 0,2% e 0,4%.

Daniela Casabona, sócia-diretora da FB Wealth, afirma que os impostos cobrados sobre transações digitais serão negativos para a população, pois implica em um custo a mais.

“O governo está gerando um novo imposto que na verdade lutaram para tirar tempos atrás, o CPMF, justamente para arrecadar dinheiro após a crise do novo coronavírus (Covid-19) e equilibrar os rombos nos gastos públicos. No entanto, será a população que pagará no final”, explica.

Daniela também enfatiza que a medida fará com que os bancos não tenham escolha a não ser cobrar mais taxas. “Para os bancos digitais, que tinham a vantagem de não cobrar nenhum tipo de transação, isso pode tirar um pouco de sua competitiva, mas uma vez que todos os bancos adotarem a tributação, não terá muita saída”, dispara.

Incerteza

No entanto, apesar do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ter interesse em acelerar o processo, ainda é incerto que a reforma seja aprovada em 2020. De acordo com uma pesquisa realizada pela Secretaria de Política Econômica (SPE), foi revelado que a maioria dos 41 agentes financeiros que compõem o Ministério da Economia acreditam que a proposta será aprovada somente no próximo ano. Além disso, a sucessão nas presidenciais do Senado e Câmara, que ocorrem em fevereiro de 2021, podem influenciar a finalização do caso.

“Com certeza o presidente da câmara é uma peça chave para essa aprovação, inclusive para o prazo que pode levar para se aprovar a nova tributação. Se esse imposto atingir também o mercado financeiro, vamos ter uma mudança drástica para o investidor que já paga taxas e corretagens e terá mais corte na sua rentabilidade”, acrescenta Casabona.

Para o financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira, Fabrizo Gueratto, o mundo ideal seria que todos os impostos fossem reduzidos e o país andasse, mas essa matemática não funciona. “É preciso retirar impostos de algo que vai ajudar mais o país e aumentar de uma outra área que talvez não cause um grande impacto. Então o que o Guedes está fazendo é uma troca. É menos ruim taxar aqui e desafogar ali, do que deixar como está. E como está é possível ver que não é o suficiente. Agora precisa ver se tanto o legislativo quanto a população vão aceitar uma nova CPMF disfarçada”, completa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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