Taxa de desemprego sobe para 12,4%

A taxa de desocupação no Brasil subiu de 10,7% em maio para 12,4% em junho, atingindo 11,8 milhões de pessoas, o que significa mais 1,7 milhão de pessoas sem emprego, na comparação com maio. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Covid 19 Mensal (PNAD Covid-19 Mensal), divulgada nesta quinta-feira (23), no Rio de Janeiro.
Entre os dois meses, a taxa cresceu em todas as grandes regiões, passando de 11,2% para 13,2% no Nordeste, de 10,9% para 12,9% no Sudeste, de 11,4% para 12,4% no Centro-Oeste, de 11,0% para 12,3% no Norte e de 8,9% para 10,0% no Sul.
Como reflexo, a população ocupada caiu para 83,4 milhões de trabalhadores. Desse total, 14,8 milhões estavam afastados do trabalho, e, entre eles, 7,1 milhões sem remuneração, o equivalente a 48,4% dos trabalhadores afastados.
Em maio, o percentual chegou a 51,3% (9,7 milhões de pessoas). Os números estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Covid 19 Mensal, divulgada hoje (23) pelo IBGE e fazem parte das suas Estatísticas Experimentais.
Para o diretor-adjunto do IBGE, Cimar Azeredo, o aumento na desocupação tem relação direta com a flexibilização do distanciamento social, porque implicou aumento da população na força trabalho, já que o número de pessoas que não buscavam trabalho por causa da pandemia caiu frente a maio. “Elas voltaram a pressionar o mercado”, disse.
Segundo ele, apesar da queda na população ocupada em junho, houve um aumento da massa de rendimento efetiva, que é a soma do que todos os trabalhadores recebem. Saiu de R$ 157 bilhões para R$ 159 bilhões. “Esse é um dado positivo, porque indica que tivemos mais dinheiro proveniente de trabalho circulando em junho do que em maio. Esse dado indica reação do mercado”, afirmou.
O total de 7,1 milhões de pessoas que ficou sem a remuneração do trabalho por causa do distanciamento social manteve queda em junho. Embora seja menor que em maio, quando eram 9,7 milhões, ainda corresponde a quase metade (48,4%) do total de pessoas afastadas do trabalho.
“É importante acompanhar esse grupo, junto com os desocupados, desalentados e a força de trabalho potencial porque é um conjunto de pessoas sem rendimentos de trabalho. Essas variáveis podem orientar as decisões de manutenção de programas de transferência de renda”, explicou.
A pesquisa também mostrou recuo de 24,9% na quantidade de pessoas que estavam afastadas do trabalho em consequência do distanciamento social. Entre eles, o Nordeste registrou o maior percentual (20,2%), seguido pela região Norte, (17,1%). A menos atingida foi a região Sul (7,8%). Segundo o IBGE, em todas as grandes regiões houve redução na proporção de pessoas afastadas devido ao distanciamento social.








