Projeto viabiliza acomodação de profissionais de saúde em hotéis

Projeto viabiliza acomodação de profissionais de saúde em hotéis

Um projeto voluntário que viabilizou acomodação temporária a profissionais de saúde que atuam no combate ao coronavírus em Portugal chegou ao Brasil. Ou mais precisamente, em Curitiba,  Porto Alegre, São Paulo, Sorocaba, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá e Salvador.

Trata-se do projeto Rooms Against Covid Brasil (Quartos contra Covid) que está operando desde maio na capital paranaense  e deve ser implantado além das capitais, também em cidades do interior do Paraná  onde o problema com o corona  vírus é sério. A coordenação do projeto é da economista Nastássia Romanó Leite de Castro.

Objetivo

O objetivo é mostrar que tem como projetos mitigarem efeitos na saúde e também na economia. Se é verdade que 1 pessoa tem potencial de contaminar 80 em 30 dias, o projeto já permitiu que 7.200 não fossem atingidas pelo coronavírus. “Assim, contribuímos para não lotar a saúde pública e privada, e também movimentamos quartos antes vazios, através de uma rede de voluntários, parceiros, apoiadores”, comenta a coordenadora do projeto.

Em Curitiba, São Paulo e Brasília, hotéis aderiram à campanha, cedendo apartamentos para abrigar profissionais que estão  trabalhando na linha de frente no combate ao coronavirus, para que não tenham que ir para suas casas, o que leva a expor seus familiares ao risco.

Foto  1  economista Nastássia Romanó.jpg“Entendemos que para o projeto poder alavancar e ter impacto ainda mais significativo, é necessário captar doações. Hoje, os hotéis entram como participantes com uma tarifa solidária (valor que mantenha seus custos, não dando prejuízo). Porém, a remuneração desses profissionais de saúde hoje ainda não viabiliza que possam arcar com os custos promocionais. Por isso, o projeto resolveu criar campanha de doações em que o valor total é revertido para subsidiar as acomodações e viabilizar a alocação dos profissionais de saúde. Podem participar empresas, com cotas maiores, e também pessoas físicas”, explica Nastássia Romanó Leite de Castro (foto).

Responsabilidade social

Para  a coordenadora do projeto, “estar no Rooms Against Covid significa participar de uma rede de solidariedade. Para o hotel, é uma ação de responsabilidade social ao acolher profissionais de saúde cobrando tarifas simbólicas, mas é algo que além de gerar valor à sua marca, auxilia para que mantenha sua operação.”

Ao  explicar os procedimentos, a coordenadora salienta   que “os quartos são completamente higienizados . Se durante a estadia alguém apresentar algum sintoma da Covid-19, os protocolos ficam ainda mais rigorosos. O profissional de saúde pode ficar no mesmo quarto e depois que ele faz checkout, o quarto fica em quarentena (de 3 dias) antes de profissionais da limpeza entrarem no quarto”.

Práticas

Nastássia  explica que  existem algumas especificações que ajudam que mais hotéis consigam participar, dando segurança a todos envolvidos (incluindo seus colaboradores). São boas práticas de limpeza, que garantem segurança. Para tal, o projeto criou um estudo de protocolos de limpeza e biossegurança, apartir das recomendações da OMS e também das secretarias de saúde. Além disso, fez uma parceria com a FACOP, que oferece consultores especializados em limpeza para atrair hotéis e apoiá-los a manter sua operação em meio à pandemia.

A maioria do público (enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas) mora em residências com ambientes compartilhados, que não permitem que eles, dentro de suas próprias casas, consigam ter distanciamento social necessário para não levarem o risco a seus familiares. Além disso, muitos deles moram com pessoas do grupo de risco. No caso da hospedagem em hotel, além de poderem dormir bem, tranquilos, para que possam ter melhores condições de exercer seu trabalho, conseguem descansar por saberem que não estão expondo ninguém. Ao fazer isso, o projeto também contribui para que reduza o risco de contaminação da Covid-19.

Nastássia Romanó  assistiu ao início da pandemia enquanto ainda estava na França. Segundo ela, “quis aproveitar que o Brasil estava atrasado em relação à Europa, epicentro da pandemia. Pensei que fazia sentido olhar projetos bem sucedidos e trazer ao Brasil. Em Portugal, o governo lançou um desafio à comunidade de tecnologia, para que criassem soluções com potencial de crescer mais rápido que o vírus. Da reunião de startups, surgiu o movimento tech4covid19, que reuniu mais de 5 mil voluntários, 40 projetos – um deles, o Rooms Against Covid”.           

No geral, são analisadas a jornada de trabalho dos profissionais de saúde para verificar exposição ao coronavírus, o local de trabalho, valor que pode pagar a diária e a partir desses dados, são ofertadas acomodações mais convenientes. 

O contato para parcerias é no [email protected].

Mais informações sobre o  estão disponíveis no Site www.roomsagainstcovid.com.br  e pelo whats 41 9 9969-1858

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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