Venda de pães sem glúten registra crescimento de quase 90%

Venda de pães sem glúten registra crescimento de quase 90%

No último ano, a venda de pães tradicionais teve aumento de 9,3% no Brasil, segundo dados da Nielsen, empresa especializada na análise de comportamento dos consumidores. Dentro da categoria, o destaque foi o crescimento nas vendas dos pães sem glúten, que avançou 89,9% em 2019, totalizando R$ 26 milhões. De acordo com uma projeção realizada pela consultoria internacional Zion Market Research, o mercado de produtos sem glúten deve atingir a marca dos US$ 7,6 bilhões até 2024 em todo o mundo.

O aumento expressivo é resultado de uma demanda crescente por alimentos sem glúten, composto de proteínas encontrado na farinha de trigo, aveia, centeio, cevada e no malte, que está presente na maioria das receitas de massas, pães e biscoitos.

Segundo levantamento realizado pela consultoria Euromonitor, aponta que 53% das pessoas que passaram a consumir alimentos sem glúten, o fizeram porque os consideram mais saudáveis. Consumir menos glúten ajuda na redução de desconfortos intestinais e ainda estimula a perda de peso, de acordo com um estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

Em outro levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Saúde e da Associação de Celíacos do Brasil (Acelbra), cerca de 2 milhões de brasileiros (40% deles crianças de até 10 anos) são afetados pela doença celíaca, um distúrbio intestinal provocado pelo glúten, o que obriga muitos pacientes a evitarem a proteína.

Jasmine lança novos produtos

Referência no mercado de pães sem glúten, a Jasmine Alimentos – empresa especializada em alimentos saudáveis – lançou em agosto dois novos sabores do produto. Um deles é o pão com coco, que possui lascas da fruta, além de ser rico em minerais, fibras e antioxidantes.

O outro lançamento é o pão com chia e ervas finas, que é rico em ômega-3, com ingredientes como salsinha, cebolinha e tomilho. No último ano, a Jasmine evoluiu 116% nas vendas da categoria, com domínio de 35% do mercado brasileiro neste segmento.

Entre os principais diferenciais do produto está a conservação, já que os pães sem glúten da Jasmine possuem validade de seis meses, com embalagem altamente resistente por conta da tecnologia.

Vida longa ao alimento

“Na linha de panificação sem glúten, utilizamos uma embalagem termoformada de alta barreira, para garantir que não ocorra troca de gases de dentro da embalagem com o ambiente externo. Embalar um produto em atmosfera modificada significa substituir a atmosfera natural existente na embalagem por uma mistura de gases, que garantem vida longa ao alimento, conservando suas características sensoriais, como odor, sabor, textura e aspecto, com segurança e qualidade. Em comparação com os concorrentes, a Jasmine foi a primeira empresa a oferecer essa inovação, garantindo seis meses de validade do produto”, afirma a engenheira de processos da Jasmine, Mariane Bento.

Outro destaque dos pães sem glúten da marca é o fato de serem elaborados em uma planta exclusiva para receitas sem glúten e sem leite, com rigorosos padrões de qualidade, utilizando matérias-primas com garantia e linha de produção especializada. “Os pães são obtidos pela fermentação biológica e massa preparada com farinha e outros ingredientes provenientes de cereais, grãos ou tubérculos selecionados, com garantia ‘gluten free’. Podem ser consumidos em lanches ou como acompanhamento de saladas ou pratos quentes”, explica Bento.

Atualmente, a linha de pães sem glúten da Jasmine representa 12% do faturamento da empresa, que conta com um portfólio variado, em formatos e sabores, como australiano, fatiado tradicional, com frutas e castanhas e ainda o pão multigrãos. Na linha sem glúten, a marca também possui bolos, biscoitos, granolas, aveias e cookies.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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