Quais são as 5 empresas brasileiras que não devem falir nos próximos 2 anos e quais são as 5 com maior risco de falência?

Quais são as 5 empresas brasileiras que não devem falir nos próximos 2 anos e quais são as 5 com maior risco de falência?
A previsão de empresas que operam em dificuldades financeiras tem sido um assunto de particular interesse para muitos acadêmicos, empresas e governos. Esse tipo de pesquisa sobre a previsão de falências com dados da contabilidade, é usada por bancos e financistas na avaliação de riscos e concessão de crédito.

Em um momento econômico como estamos, com os efeitos da covid-19 nas empresas, é natural uma preocupação com aumento do risco de falência e avalição da saúde financeira das empresas.

Algumas empresas têm sua saúde financeira com uma correlação inversa à crise, significa dizer que a situação da economia piora, mas essas empresas melhoram na saúde financeira. Outras têm uma relação direta com a crise, apresentando uma piora na saúde financeira.

Estudos recentes empregaram diferentes técnicas para estimar a falência. Uma das técnicas mais tradicionais para prever a falência é o a fórmula do Z-score, que foi publicada em 1968 pelo Dr. Edward I. Altman, que era, na época, professor assistente de finanças na Universidade de Nova York. A fórmula pode ser usada para prever a probabilidade de uma empresa declarar falência nos próximos dois anos. O Z-score é usado para prever inadimplências corporativas, além de ser uma medida de controle fácil de calcular e definir status de dificuldades financeiras das empresas.

O Z-score é uma combinação linear de quatro ou cinco índices financeiros, ponderados por coeficientes. Os coeficientes foram estimados identificando um conjunto de empresas que haviam declarado falência e, em seguida, coletando uma amostra correspondente de empresas que sobreviveram, com correspondência por setor e tamanho. As variáveis no modelo consideram indicadores de atividade, de equilíbrio financeiro, de rentabilidade e risco.

A fórmula Z-score é composta pela seguinte equação:

Z-Score = 0.012 (X1) + 0.014 (X2) + 0.033 (X3) + 0.006 (X4) +0.999 (X5)
X1 = Capital de giro / Ativo total.
X2 = Lucros acumulados / Ativo total.
X3 = EBIT / Ativo total.
X4 = Valor de mercado / Total do passivo
X5 = Vendas / Ativo total.

Na análise do modelo os resultados podem indicar
Z > 2.99 – Zona segura – Boa capacidade financeira.
1.8 Z 2.99 – Zona cinzenta – Probabilidade de a empresa entrar em falência.
Z 1.80 – Zona perigosa – Alto risco de falência é muito.

Considerando as técnicas de do Z-score aplicada nas empresas brasileiras listadas na bolsa de valores (B3), apresentamos as 5 melhores empresas que dificilmente terão problemas financeiros nos próximos dois anos são:
 
 
A empresa Alfa Holdings do setor financeiro, apesar das grandes oscilações no score, se manteve com o melhor indicador e constante após a pandemia, todas as outras empresas (entre as 5) apresentaram uma leve melhora na saúde financeira após a pandemia, vale notar que todas são de setores diferentes.

Já as cinco empresas com maior risco de falência nos próximos dois anos são apresentadas na tabela e gráfico seguinte.
 
 
É interessante notar que a pandemia, parece, não ter piorado a saúde financeira dessas empresas, exceto a Advanced Digital Health Medicina Preventiva que teve uma piora nos números após a pandemia, as outras empresa permaneceram constantes (com resultados ruins). Chama atenção ainda a Advanced Digital Health Medicina Preventiva, pois é uma empresa de serviços médios com uma relação direta com o vírus.

Essa análise das 5 melhores empresa e das 5 piores empresas do quesito saúde financeira indica que: as empresas que já estavam com saúde financeira ruim não tiveram uma piora nos números, já as empresas com melhor saúde financeira tiveram melhoras nesses números após a pandemia, a covid-19 fez “bem” para saúde dessas empresas.

O artigo foi escrito por Murillo Torelli Pinto, que é professor de Contabilidade Financeira e Tributária da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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